Drinks elegantes com Elit by Stoli

Fizemos uma degustação sensacional de drinks feitos com a vodka ultra premium Elit by Stoli e viemos ensinar as receitas para vocês.

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Premiada no mundo todo, a versão luxury da Stoli The Vodka já figura entre as preferências dos mixologistas.

A bebida Elit by Stoli é a primeira ultra luxury vodka do mercado, feita com grãos de Tambov na Rússia, alcança a supremacia de sabor através de um processo exclusivo de filtragem a menos -17ºC. Elit é uma vodka de alta qualidade que imprime sofisticação, elegância e pureza. Ou seja, ideal para preparo de drinks como os originais Martinis.

Preço sugerido: R$ 348,00.

Sugestões de drinks:

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Foto: Tales Hidequi

Elit Dirty Martini
– 60ml Elit by Stoli®
– 15ml Vermute seco
– 5ml Sumo de azeitona
Misture delicadamente os ingredientes até que fiquem perfeitamente uniformes. Sirva em taça pré-resfriada. Depois, basta decorar com azeitonas verdes.

Elit Myst
– 60ml Elit by Stoli®
– Alecrim
– 40ml de suco de maça
– 20ml de suco de limão
– 15ml de xarope simples
– 1 clara de ovo

Elit Spring Martini
– 60ml Elit by Stoli®
– 30ml de cointreau
– 3 morangos frescos
– 40ml de suco de laranja

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Foto: Tales Hidequi

Elit Intense
– 60ml Elit by Stoli®
– 40ml de suco de maracujá
– 20ml de suco de limão
– 20ml de xarope de gengibre

Outras opções da Stoli The Vodka são as versões saborizadas para compor os drinks do verão, Stoli Vanil e Stoli Blueberi, que proporcionam combinações de sabores incríveis.

Com a democratização da coquetelaria no Brasil, o grau de exigências dos insiders também vem aumentando. Neste cenário, a importadora Aurora, trouxe ao mercado nacional de destilados novas opções da vodka Stolichnaya: Stoli Vanil e Stoli Blueberi. Duas deliciosas opções de vodka premium, produzidas a partir de ingredientes de alta qualidade que são destiladas três vezes e filtrada em quatro estágios, processo exclusivo que permite manter o sabor e a maciez da verdadeira vodka.

As duas versões de Stoli possuem sabores específicos e únicos que conferem aos drinks clássicos criatividade e a qualidade de uma bebida premium, além de provocarem inovações na criação de novos drinks.

Para refrescar o seu verão com estilo e qualidade, Stoli ensina receitas de drinks fáceis de preparar e altamente saborosos:

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Stoli Blueberi

Combinação cheia de harmonia entre vodka Stoli com a atual fruta queridinha da gastronomia blueberry, traz ainda um toque de groselha preta e frutas cítricas. Stoli Blueberi imprime ao drink sabor levemente amanteigado, composto de notas aromáticas que remetem ao eucalipto.

Preço sugerido: R$ 95,00

The Stoli Blueberi Lemonade
– 60ml Stoli® Blueberi
– 90ml Limonada
– Blueberries
Modo de preparo: Em um copo, ou coqueteleira, com gelo misture todos os ingredientes com cuidado, após, coloque em um copo longo de sua preferência, decore com rodelas de limão siciliano e sirva gelado.

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Stoli Vanil

Cremosa como toda boa vodka e com a mesma maciez exclusiva da Stoli original, a Stoli Vanil é famosa no mercado mundial e traz leve doçura ao paladar, cacau, tons de grãos torrados, além das notas de especiarias adocicadas e pimenta branca.

Preço sugerido: R$ 95,00

Stoli Fresh Vanilla Martini
– 60ml Stoli® Vanil
– 15ml Suco de limão
– 16ml Xarope de açúcar
– Folhas de hortelã
Modo de preparo: misture todos os ingredientes com gelo em uma coqueteleira de forma que fique homogêneo e que não dissolva o gelo completamente, coe para separar a bebida do gelo e sirva em uma taça previamente resfriada.

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Foto: Tales Hidequi

SOBRE A STOLICHNAYA

Importada e distribuída no Brasil pela Aurora Bebidas e Alimentos Finos, Stoli está presente em mais de 174 países e continua a conquistar espaço entre os exigentes consumidores de destilados. Muito pelo seu processo artesanal – desde a escolha dos melhores trigos da região de Tambov na Rússia, passando pelo transporte da matéria prima até a água de poços artesianos de Riga.

Origem: Matéria 100% russa e engarrafada na Letônia.

Prêmios: Medalhas de ouro concedidas em 1958 e 1963 no Leipziger Messe e Feiras Mundiais Bruxelas.

Produtos comercializados no Brasil: Stolichnaya Premium, Elit, Vanil e Blueberi.

Crédito das fotos: Tales Hidequi

Pineapple Route – Absolut Elyx

Na última terça feira, dia 10 de maio, fomos convidadas para conhecer o projeto Pineapple Route da Absolut Elyx, primeira vodka de luxo do país.

Rafael Mendes, embaixador de Absolut Elyx no Brasil, nos explicou o processo de fabricação da Absolut Elyx e nos ensinou a fazer quatro coquetéis com a vodka, sendo um deles no famoso abacaxi de cobre.

Absolut Elyx é a primeira vodka de luxo do mercado, fruto da herança centenária que data desde 1879, quando Absolut foi fundada em Ahus, na Suécia. O processo de produção é completamente artesanal, vai desde a colheita do trigo até ao engarrafamento, e segue os rigorosos padrões do Master Distiller, Krister Asplund, e de seus especialistas sensoriais, que degustam e aprovam cada pequeno lote. Produzida exclusivamente com trigo do castelo de RABELOF, no sul da Suécia, Absolut Elyx é destilada artesanalmente em um alambique de cobre de 1921, resultando em uma vodka de sabor aveludado e inigualável. Totalmente artesanal, a produção da bebida se torna limitada e exclusiva. Recentemente, a vodka foi reconhecida com a premiação de “Best Vodka” e “Double Gold Medal” na San Francisco World Spirits Competition de 2013.

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O projeto Pineapple Route, começará no próximo dia 16, em sete dos mais conceituados bares e restaurantes da cidade de São Paulo. Até 19 de junho, Maní, Miya, Bar Número, Banana Café, Bossa, Chez Oscar e Sarau irão oferecer cada uma um drinque inédito elaborado com a vodka e servido no abacaxi de cobre, um dos símbolos da marca.

“O mix de casas que formam o roteiro do Pineapple Route se destaca tanto pela alta gastronomia como pelo trabalho dos seus bartenders. Cada um foi convidado a usar sua expertise em mixologia para criar uma receita autoral e surpreendente que combinasse com o toque aveludado de Absolut Elyx e ao mesmo tempo refletisse o espírito de cada casa”, explica Rafael Mendes, embaixador de Absolut Elyx no Brasil.

Protagonista da ação, o abacaxi de cobre foi adotado como ícone da marca por ser considerado, na história da Europa, símbolo de hospitalidade e bem receber. Transformado em objeto de desejo, o abacaxi de cobre serve alguns dos cocktails mais luxuosos do mundo elaborados com Absolut Elyx. Além disso, o cobre remete ao cuidadoso e quase secular processo de destilação em colunas de cobre, que garante uma pureza maior ao processo de produção artesanal da vodka.

 

As casas participantes irão oferecer ainda o Easy Money, uma mistura leve e adocicada de sucos de maçã, limão e uva verde, guarnecido com uvas e fatias de maçã, drinque signature da marca no mundo todo. Conheça todas os locais e as criações participantes do #PineappleRoute:

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BANANA CAFÉ
Drinque: Maracusour (R$ 65)
Bar que foi sucesso nos anos 90 e reabriu recentemente suas portas para virar point cool no bairro do Itaim Bibi, o Banana Café criou o Maracusour como parte do Pineapple Route. Mauro Lucas, bartender da casa, se inspirou no símbolo de Absolut Elyx ao criar a receita rica em sabores e aromas tropicais que leva Absolut Elyx com infusão de pepino e cardamomo, maracujá fresco, suco de limão siciliano, clara de ovo e xarope de açúcar.

BOSSA
Drinque: Elixir do Bossa (R$ 75)
Um espaço que integra bar, restaurante e estúdio idealizado pelo empresário e artista multidisciplinar Renato Ratier, o Bossa une gastronomia, música e coquetelaria. Jean Dal Acqua, chef de bar da casa, nomeou de Elixir do Bossa sua criação que leva Absolut Elyx, xarope de tamarindo, suco de limão siciliano, tintura de especiarias e pimentas de cheiro maceradas.

CHEZ OSCAR
Drinque: The Ocean Drive (R$ 65)
Localizado no endereço mais cool de São Paulo, o restaurante Chez Oscar é conhecido pela atmosfera intimista, a clientela moderna e a curadoria musical que agita a noite paulistana reunindo artistas, fotógrafos, modelos, estilistas e músicos em um só lugar. Para o Pineapple Route, o bartender da casa preparou o The Ocean Drive que leva Absolut Elyx, sucos de pêssego, abacaxi e de limão, xarope de açúcar, finalizado com pimenta caiena.

MANÍ
Drinque: Jardim do Éden (R$ 85)
O Maní, restaurante de gastronomia contemporânea dos premiados chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo, participa do Pineapple Route com o drinque Jardim do Éden. A chefe de bar Márcia Martins, que trabalha há dez anos na casa, se inspirou na leveza da vodka para criar a receita que leva Absolut Elyx, champagne Perrier-Jouët, abacaxi flambado, suco de limão siciliano, xarope de melaço, folhas de hortelã, manjericão e sálvia e mini flores para decorar.

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MIYA
Drinque: Wahine (R$ 60)
Com um nome que significa templo em japonês, o restaurante Miya do renomado Chef Flávio Miyamura surpreende pela experiência gastronômica descomplicada e criativa no aconchegante endereço no bairro de Pinheiros. O bartender da casa, Walter Fraigola Acosta, criou o drinque Wahine (que denota mulher, em havaiano), inspirado na cultura Tiki e na hospitalidade brasileira. Leva Absolut Elyx, sucos de grapefruit e tangerina, manjericão e soda de baunilha.

BAR NÚMERO
Drinque: Amethyst (R$ 75)
O Bar Número, na região nobre dos Jardins, participa do Pineapple Route com uma criação do premiado chefe de bar Derivan de Souza. Inspirado pelo perfume charmoso de notas frutadas, berries e violeta de hibiscos, o drinque intitulado Amethyst associa à vodka Absolut Elyx ingredientes como gelatina de framboesa com cassis, xarope Kaly Violeta, Amarena italiana, biter de hibiscos, gelo e champagne Perrier-Jouët Brut, completando o brinde de uma forma única.

SARAU
Drinque: Sarau Blackberry (R$ 78,90)
O gastrobar Sarau é conhecido por apostar alto no conceito contemporâneo de equilibrar a carta de drinques com um menu mais gourmet, conceito que reflete na criação do bartender Matheus Zandona. O Blackberry é uma mistura de Absolut Elyx, suco de cramberry, abacaxi, geleia de amora, manjericão, xarope de hibisco e bitter de angostura.

Vá de táxi
Como parte da sua política de consumo consciente, Absolut Elyx oferece um voucher de R$ 20 do aplicativo Easy Taxi na compra de um dos drinques participantes do Pineapple Route.

Super Bar 2016 Brasil! Fui, trabalhei e degustei.

Super Bar 2016 Brasil! Fui, trabalhei e degustei.

Sim, eu estive lá no dia 26 de abril de 2016, para conferir a primeira feira dedicada a bares e bartenders.
Foram dois dias em que profissionais da área puderam degustar produtos de vários países, muitos drinks e ainda participar de palestras com os melhores profissionais do Brasil e do mundo.

E vamos por partes.

As palestras do dia 25, o primeiro dia da feira, teve logo de início a participação dele, um dos melhores e mais respeitados bartenders do mundo. Márcio Silva, que é uma das pessoas que mais admiro na área.

Sua palestra foi sobre “Bartender é o mundo da hospitalidade”. E para falar a verdade… No dia seguinte, várias pessoas comentaram sobre, como uma palestra pôde desvendar e desmistificar essa profissão que só vem crescendo.

Tivemos a grande oportunidade de receber… Ali Dedianko, diretora global de educação para Belvedere Vodka.

Luca Cinalli, falando sobre os novos tempos, novas ferramentas e como desenhar um bom sistema de bar.

É claro que não poderia faltar ele… O grande conhecedor da arte dos charutos e destilados, Cesar Adames. O tema era muito bom “Como fazer do seu bar um dos melhores do mundo”.

Sobre o dia 26…

Estava lá e vi como esse amplo e sedutor mundo da Mixologia vem crescendo e ganhando mais espaço no Brasil.

As palestras começaram com o grande Moizes Barros. E no final teve a degustação de um drink a base de rum “Sailor Jerry”. Passando também pelos temas, coquetel e arte, designer nos bares, a capacidade artística e profissional em transmitir sentimentos e emoções por meio de coquetéis, e a arte da hospitalidade.

Tivemos a palestra da Campari e Lucano.

Em todas elas contamos com os maiores e melhores bartenders, como a de Fabio La Pietra, sendo a primeira de muitas, todas com grandes profissionais.

Mas devo confessar, que o estande mais cheio ficou por conta da Casa Flora, com seu amplo e diversificado portfólio de destilados. Destaque para tequila Patrón, Gin Hendrick’s e o licor Strega.

Vamos aguardar, para saber o que mais promete Deste Lado, porque degustando a gente se entende.

Coluna da Amanda Mormito – Sobre Coquetelaria: a Iniciação

Foram 9 anos vividos em Buenos Aires, mas apenas 4 meses para aprender a adorar tudo o que um bar pode proporcionar, algo que vai além de uma bebida bem executada, uma experiência gostosa cheia de lembranças. Eu tinha 19 anos quando comecei a frequentar bons bares, com boa coquetelaria. Apesar dessa iniciação ter começado com um ex namorado e um ex ficante, não tenho porque retirar a importância do bar que exerceu nesse meu gosto pessoal, grande importância nessa trajetória etílica.

Apesar de no começo ter sido sim um pouco preconceituosa com tragos e seu universo (afinal ninguém sai amando e tomando um Old Fashioned do dia para noite, uma vez por semana), foi a cultura de bar que me fez ver que, na realidade, aquela caipirinha que eu sempre pedia e – “como mucho” – o Sex on the Beach não eram um terço sequer do que eu poderia chegar a provar de um menu de drinks.

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Voltando a Buenos Aires, foi o Frank’s Bar que despertou a minha paixão por cocktails. O speakeasy mais famoso da América Latina foi minha casa desde 2010. Me lembro que naquela época era impossível até mesmo encontrar o bar, não existiam dicas de senhas, nem muito menos páginas nas redes sociais que delatavam as mesmas. Era necessário ser amigo de alguém lá dentro. Não me perguntem como, mas fui parar lá e depois que achei não quis mais sair.

Todas as quintas-feiras eu me sentava no mesmo lado do balcão e pedia algo diferente para provar. Aos poucos fui conhecendo cada bartender e fiz amigos de barra também. Não vou mentir dizendo que foram os cocktails que me apaixonaram logo de cara e sim toda a experiência. Tive sorte, de qualquer maneira, de cair em um bar repleto de profissionais excelentes e álcool de boa qualidade, porém era o conceito todo que me fascinava (e me fascina até hoje).

Sempre que me perguntam porque eu amo drinks tenho várias respostas na ponta da língua. Primeiro eu gosto do sabor. Um trago bem elaborado requer preceitos de cozinha também: é preciso harmonizar, pôr a dose certa de cada componente, ter uma apresentação legal (ainda que não seja primordial). Não dá para sair colocando tudo sem testar, sem provar. Um bom trago precisa ter qualidade.

Costumo dizer que drinks são sensíveis. Tem que saber a ordem certa de pôr cada álcool, o momento correto de refrescar um copo e sentir a temperatura ideal que a coqueteleira te avisa. Não é simplesmente pegar tudo, misturar e servir, longe disso. Aos poucos, seu paladar vai acostumando e deixa de ser algo tão complexo de entender.

Sempre quando uma pessoa me diz que não gosta de drinks eu pergunto se já provou um trago de verdade. Eu acredito, de verdade, que não é possível não existir um drink bem feito, que até o mais exigente não goste e que não atenda até aos paladares mais chatos da vida. Há tanta variedade de álcool e de misturas nesse universo que a gente poderia passar a vida toda comentando sobre. O que falta é a popularização do setor.

Um bom exemplo é o Dry Martini, conhecido por ser famoso nos filmes do 007, é um drink que todo mundo conhece, mas é para iniciados. Não adianta nunca ter pisado fora da zona de conforto da caipirinha para chegar em um bar e pedir um desse. Para paladares ainda não avançados é legal começar com drinks cítricos a base de vodca e depois gin, drinks mais doces e frutados nos quais o álcool sozinho não é a grande estrela da composição.

Não é controverso começar a tomar cocktails gostosos que não tenham sabor a álcool. Pelo contrário, há bares e menus com excelentes opções de Gin Tonics, por exemplo, que são um belo começo e reinam mundo afora.

Me lembro bem que antes de me aventurar por drinks mais amargos, meu preferido era o Ginger Martini, uma combinação de vodca, licor de gengibre e suco de limão. Os ingredientes são simples, se você pensar separadamente limão e gengibre dão um belo suco que não tem como ficar ruim e dentro da seleção coqueteleira, a vodca tem um sabor neutro e é tão versátil quanto uma calça jeans.

Ainda que o Ginger pareça um drink simples, a vodca é bem versátil. Outro drink que provei recentemente e que achei uma bela iniciação é o Ketel One Jerry Collins, com xarope de hibiscos, limão siciliano, soda, manjericão, amêndoas e algas marinhas para finalizar. Jairo, autor do drink e head bartender do bar The Sailor, pub consagrado de São Paulo, disse que o drink se parece a um aquário para homenagear Jerry Colins (tatuador norte americano reconhecido que amava desenhar coisas náuticas). A vodca Ketel One aqui é uma das preferidas dos bartenders. E de novo, se separamos ingrediente por ingrediente já dá para sentir que o drink vai atender paladares mais docinhos pela presença do xarope de hibiscos, limão e soda. Os outros elementos da bebida vão dar um toque mais secundário a mesma e faz parte do jogo tentar encontrar seus aromas e sabores quando degustar a bebida.

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Segundo ponto pelo qual amo drinks. Dentro do universo alcoólico, o bartender é, entre poucos profissionais, uma pessoa que tem sim o poder de convencer seu público a tomar algo do menu. Um bartender tem a chance de se aproximar ao seu cliente, incorporar até um personagem sedutor, papel que um sommelier de vinhos ou cervejas talvez não tenha tanta liberdade e espaço para fazer. O que eu quero dizer é que poucos profissionais do meio têm tão fácil acesso ao seu público como um barman, e é necessário usar isso a favor. Uma boa conversa ou uma atenção especial muda completamente uma experiência, até mesmo a chegar no ponto de querer ir a “x” bar porque “x” bartender vai estar.

A figura do barman também é algo que acredito deva ir mudando aos poucos. Antes de tudo existe o respeito e a admiração pelo o que os caras fazem, logo depois a certeza ao saber que dependendo do teu dia, a pessoa pode te proporcionar uma baita de uma experiência.

Longe de querer fazer propaganda de marca, a Tanqueray tem uma bela publicidade sobre o papel dos bartenders dentro do nosso universo. As cenas igualmente se passam em um bar de Nova Iorque, uma cidade referência no assunto que já tem um público bastante iniciado no quesito. É legal ver através desse vídeo o conceito de um bartender aos olhos dessa clientela.

Apesar do vídeo ter um apego comercial fundamental, deixa bem explícito que uma boa noite em um bar se deve muito ao bartender, é interessante ver esse lado da experiência.

Falando de experiência então, esse é o terceiro motivo pelo qual eu amo um drink. Assim como o sabor e o profissional tendem a valorizar o momento, um bar abre portas para muitas sensações. Isso vai depender da iluminação, música, ambiente, decoração do local, também.

A experiência é o que você vai mais lembrar e faz parte da venda de um produto como qualquer outro item importante. Ainda vou dedicar um post inteiro a explicar sobre isso, mas por hoje basta saber que tão importante quanto ter um trago bem executado é ter um conceito que o abrace. Um trago sozinho se não houver uma boa ambientação é tão incompleto quanto um bar lindo que não executa bem os drinks do próprio menu.

Entre tantas premissas, o fato é que nossa coquetelaria é algo novo. Vem surgindo aos poucos e deve levar anos até se tornar referência. A classe vem enfrentando suas primeiras reações, pré-conceitos e divergências e é difícil sair pedindo drinks clássicos se você não sabe ao menos entender o que vem escrito em cada sugestão de trago de uma carta.

Agora, tão difícil quanto entender o que diz cada cocktail e sua composição é também achar quem o explique facilmente, sem detalhes técnicos e sem tornar o assunto menos atrativo para quem começa agora. Grande parte do desafio em popularizar esse segmento é mostrar para o público que ainda que os nomes soem longos e complicados, juntos podem trazer sabores únicos para cada mistura.

Resolvi fazer esse primeiro post de iniciação pra desmitificar um pouco mesmo essa parede que temos no universo dos tragos. E assim, devagar, poder apresentar drinks clássicos e não clássicos, de uma maneira bem desprendida, jovial e fácil de entender, principalmente. Prometo não gourmetizar meus posts haha, só evidenciar que ir a um bar e pedir um drink é mais fácil do que você imagina.

Vamos tentar quebrar – na medida do possível – um pouco do tabu que envolve esse meio (muito pela nossa cultura cervejeira tropical praiana) e abrir esse espaço para algo novo e igualmente incrível que cabe todo mundo.

Por Amanda  Mormito

/amormito

@amandamormito

www.amandamormito.com.br

Feras da Coquetelaria se reúnem em Evento da Grey Goose

No dia 05 de novembro fomos conferir a final do campeonato de coquetelaria Grey Goose Vive La Révolution, promovido pela marca de vodca. Realizado em São Paulo, na Tofiq House, no Jardim Europa, o evento reuniu os onze finalistas das etapas anteriores e as feras da coquetelaria brasileira.

O desfio principal era criar um drink com a vodca Grey Goose e um elemento artesanal inspirado no tema Fly Beyond. Em paralelo à competição principal, os 11 concorrentes também tiveram um desafio surpresa que foi enviado 3 dias antes da data do evento. O Embaixador da Grey Goose, Tony Harion, propôs que os participantes criassem uma Caipirioska Gourmet, uma releitura do drink mais brasileiro que existe.

Entre os finalistas encontramos um competidor da nossa terrinha, o Caio Bonneau (foto abaixo), que representou São José dos Campos com categoria e é um dos poucos bartenders da cidade que conhecem a fundo a Coquetelaria Brasileira e Internacional. Também identificamos que as meninas estão começando a brilhar neste contexto, dentre os finalistas, concorreu uma representante do sexo feminino. Percentual ainda pequeno na nossa opinião, mas a Gisele Rodrigues estava lá, brigando pelo seu espaço na competição!

Bonneau

Os bartenders ganharam o campeonato de coquetelaria Grey Goose Vive La Révolution foram: Matheus Cunha (à esquerda da foto abaixo), do The Sailor Legendary Pub, com o drink “O Comandante” na categoria Fly Beyond e Sylas Rocha (à direita da foto abaixo), do Noh Bar, com a Caipiroska La Fusion.

Nova pasta

Foi uma delícia podermos estar presente no Evento e poder ainda tomar uns bons drinks!!!! Vejam o vídeo do Cocktail Channel.

 

 

Confiram as receitas para vocês conhecerem os drinks de forma detalhada!!

 

 

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O Comandante

60 ml – Grey Goose
30 ml – Shrub de Cupuaçu artesanal
20 ml –Maracujá do Cerrado
20 ml – Licor de Pitanga artesanal
5 gotas – Bitter de Chimarrão artesanal
Modo de Preparo: Bater todos os ingredientes em uma coqueteleira
Guarnição: Zest de laranja
Acompanhamento: Snacks

Caipiroska Gourmet-La fusion (2)

La Fusion

50 ml – Grey Goose La Piore
25 ml – Simple syrup
3 gomos – Tangerine
1 gomo – Limão taiti
2 folhas – Rúcula
Modo de Preparo: Macere os ingredientes, bata na coqueteleira e faça uma coagem dupla antes de servir.
Guarnição: 1 fatia de tangerina e rúcula