Chica Benta, vida engarrafada!

Chica Benta nasceu em Carbonita, no Vale do Jequitinhonha, no cerrado mineiro, são cachaças fusionadas com raízes, cascas e entrecascas de árvores, sementes e folhas extraídos da Mata Virgem, é vida engarrafada!

Certo dia recebi um e-mail da Tati Ribeiro, dona da Chica Benta, ela estava me convidando para uma degustação das suas cachaças fusionadas, infelizmente eu não consegui ir nesta degustação e então todo mundo começou a falar da Chica Benta, em todos os lugares, todos os balcões dos melhores botecos, todo mundo só falava dela.

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Até que um dia fui numa das edições do Jazz no Hostel e quando eu cheguei lá… Pá! Um carrinho de coquetéis com Chica Benta, fui correndo falar com o bartender: “Moço, eu sou louca para conhecer a Chica Benta, a Tati está aqui??”. Ele respondeu que sim e em poucos minutos eu conheci umas das pessoas com mais incríveis do universo! A Tati é linda, sábia, moderna, simples, sofisticada, descolada, inteligente, tudo ao mesmo tempo! É daquelas pessoas que te hipnotizam pela paixão pelo que fazem. E foi assim que a Chica Benta me conquistou.

O preparo da cachaça fusionada Chica Benta é cultural e vem de longe, lá de Minas Gerais, da pequena e simpática Carbonita, no Alto do Vale do Jequitinhonha. Da época em que o Sr. Zico Ribeiro (1909/1992), avô da Tati, tropeiro daquelas bandas, desbravava mata virgem em suas andanças buscando raízes, cascas e entrecascas de árvores, ramos e sementes. Seus achados sempre causavam surpresa boa, pois uma vez fusionados à cachaça, emprestavam os variados sabores da Mãe Natureza para o bel prazer. E o Sr. Pedro Ribeiro, o filho do meio, pai da Tati, foi quem herdou o feito, conservando e mantendo na origem seu aprendizado, usando com sabedoria e domínio o que a Natureza nos dá com tanto poder, no silêncio brotado da Terra. A bebida é comercializada considerando suas características e volume artesanal pela sua 4° filha, a Tati, apelidada de Chica Benta pelos irmãos, quem está herdando o feito e apresentando essas delícias de sua família…
A missão da Chica Benta é fazer parte dos momentos de relaxamento e alegria de quem está em família, entre amigos, em uma festa, comemoração… de quem deseja agradar e/ou presentear com um mimo delicado, saboroso, atraente e bem apresentado. O visual dos produtos e a característica mineira e artesanal da Chica Benta, feita pelas mãos de um casal vivaz e entendedor dos produtos da Terra nos faz criar essa missão de levar aos apreciadores do artesanato culinário as novidades vindas de Carbonita.

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E os sabores?? Café com RapaduraVelame do Campo, Grão de Galo, Pé de Perdiz, Imburana de Cheiro, Alcaçuz com Jatobá (meu preferido!), entre muitos outros.

Ah Tati, obrigada por ter me apresentado a Chica Benta e tantas outras pessoas incríveis, obrigada por ter engarrafado e dividido sua vida com a gente! Vida longa à Chica Benta!!!

Cachaça com Cultura | Dzi Croquettes

Com edição especial de rótulo, Cachaça WIBA! comemora os 45 anos da trupe Dzi Croquettes!

Ontem estive lá para conferir e preciso dizer exatamente o que mais me impactou em cada bailarino/cantor/ator e na peça no geral. Como não sei o nome de cada um vou me referir à eles com as nacionalidades com as quais eles se apresentam no início do espetáculo.

Começando pela “americana”, o nome dele é Lucas, ele é o menor deles, mas tem uma voz de arrepiar! A “espanhola” tem uma expressão tão forte e tão hipnotizante! A “alemã”, eu chamo carinhosamente de Supla, ele é sério e engraçado ao mesmo tempo, deu um show de dança! A “japonesa”, é o “cirne”! Gente, me explica o que significa esse moço dançando ballet na ponta???? Inacreditável!! A “africana/baiana”, que corpo, que dança, que tudo de bom! Ele sozinho é um espetáculo, eu passaria a vida assistindo-o! E a “italiana”… Me apaixonei! Não é justo essa pessoa ficar trocando de roupa na nossa frente, com aquela bunda virada para a lua, tão perto e tão longe ao mesmo tempo, me senti naquelas lojas de cristais, nas quais você não pode tocar em nada, mas morre de vontade! E a voz dele? E o sorriso?? E a articulação e impostação vocal??? Juro, estou ‘in love’!

Além disso tudo tem o Ciro, ah Ciro!! A arte encorporada! A vitalidade à flor da pele!! Chorei de rir na hora da Bibi…. Ahahahahahahahhahahahh…..

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O espetáculo todo é SENSACIONAL, ele tem uma pegada política, com tom de comédia!! Músicas doas Mamonas Assassinas e Titãs, estão entre samba, tango e flamenco. É tão lindo!! E está em curta temporada, as comemorações se completam com a reestréia do espetáculo Dzi Croquettes no Teatro Augusta, com uma nova geração de bailarinos/cantores/atores dividindo o palco com o seu diretor Ciro Barcelos que, ao lado de Bayard Tonelli, representam em cena a formação original do Dzi Croquettes.

Elaborado com vigor físico e humor peculiar aos Dzi Croquettes, o espetáculo mantém o forte apelo da dança como outrora, quando o coreógrafo norte-americano Lennie Dale liderava o grupo. Mixando coreografias em ritmos como jazz, bossa nova, samba, flamenco, bolero, tango, ainda abrindo espaço para passos de Le Parkour e Wacking, o grupo constrói uma versão pop do Teatro Musical Brasileiro também sustentado por uma trilha de sonoridade eletrônica.

São Paulo foi muito importante na trajetória do Dzi Croquettes. O conjunto criou, em 1972, o espetáculo Gente Computada Igual a Você, levado para São Paulo na casa noturna TonTon. Transferida para o Teatro 13 de Maio, na Bela Vista, fez enorme sucesso. Na equipe criadora do espetáculo estavam o coreógrafo Lennie Dale, o autor Wagner Ribeiro de Souza, e os atores/bailarinos Cláudio Gaya, Cláudio Tovar, Ciro Barcelos, Reginaldo di Poly, Bayard Tonelli, Rogério di Poly, Paulo Bacellar, Benedictus Lacerda, Carlinhos Machado e Eloy Simões.

Exilados do Brasil pela ditadura militar, os Dzi Croquettes conhecem a consagração internacional em 1973 e 1974, fazendo longas temporadas nos teatros de Paris.

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EXPO DZI 45 ANOS*
A exposição no Teatro Augusta mostra um pouco da trajetória do grupo de teatro Dzi Croquettes, que celebra 45 anos de história com rótulo especial confeccionado em parceria com a Cachaça WIBA! nas versões: Branca, Amburana e Blend de Carvalhos, #DZI45ANOS mostra fotos do acervo pessoal do Dzi, feitas no auge da carreira do grupo e que somente agora estão sendo exibidas ao público paulistano. A mostra traz dezenas de fotos de peças e bastidores, além de figurinos originais e cartazes produzidos pelo Dzi Claudio Tovar. No mesmo espírito da peça, a exposição procura trazer a atmosfera libertária que o grupo instaurou em meio à ditadura militar.

SERVIÇO
Apresentações: quartas e quintas até 23/02
Horário: 21h às 23h
Teatro: Teatro Augusta – Rua augusta, 943
Estacionamento pago no local
Classificação: 14 anos

PREÇO:
Inteira: R$ 80,00
Meia entrada: R$ 40,00

Realização:
ARTE-SE – Estúdio Ciro Barcelos e Miraklo Produções

Solo Cozinha & Bar, tem tudo que a gente gosta

Sem frescuras ou gourmetizações infundadas, o Solo Cozinha & Bar tem tudo que a gente gosta, por um preço justo e uma qualidade impecável.

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Em um domingo de sol, eu fui sozinha conhecer o Solo Cozinha & Bar, localizado na Rua Simão Alavares, 484. Escolhi uma mesa no deck que fica na entrada do restaurante e fui prontamente atendida por um garçom super simpático que me ofereceu uma prancheta com duas folhas. Este é o cardápio! Para alguém que tem ascendente em libra e, consequentemente, sofre de indecisão crônica, quanto menos opções melhor, adorei!

Mas de uma coisa eu tive certeza assim que eu cheguei no Solo Cozinha & Bar, iria experimentar o tal Rabo de Galo por R$12, porque se além de ter um preço ótimo ele ainda fosse bom, eu iria me apaixonar… Quem me conhece sabe que o Rabo de Galo é o “drink da minha infância” e que eu não resisto nunca!

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Confesso que fiquei em dúvida sobre o que pedir de entrada, o bolinho de polenta com gorgonzola (R$19), a coxinha de pato (R$24) e o porco confitado com picles da casa (R$21), chamaram minha atenção. Pedi a sugestão do garçom e ele disse que a coxinha de pato era um sucesso, pedi e não me arrependi, comi todas, sozinha, numa perfeita harmonização aviária com o meu querido Rabo de Galo.

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Chegou a hora do prato principal e meus instintos falaram mais alto, fui direto na barriga de porco, quirela de milho e couve queimada (R$38). Minha gente, segurem todos os forninhos, o que significa essa barriga de porco? Quem é o/a chef??  Quando eu já estava terminando de raspar o prato, comendo até o pé da mesa, o chef apareceu! O nome dele é Danilo Gozetto e ele é muito talentoso! Me contou que optou por um cardápio enxuto com tudo que ele gosta. Querido, nós gostamos das mesmas coisas!!

Como porco e cachaça foram feitos um para o outro, eu pedi uma caipirinha de limão rosa e cachaça artesanal (R$19) para acompanhar o prato.

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E quando eu achei que não aguentaria comer mais nada, a moça da mesa do lado disse que eu não poderia deixar de experimentar a sobremesa “pavê da mãe”, o Danilo contou que é a receita de pavê que a mãe dele faz, e é realmente imperdível!

Foi um domingo que eu estava “solo”, mas que encontrei companhia em um lugar acolhedor, com uma comida super gostosa e com pessoas muito gentis. Vou voltar sempre!!

Para maiores informações, clique sobre o nome do estabelecimento, no primeiro parágrafo do texto.

Galeto Sats, a melhor saideira do Rio de Janeiro

Com porções super saborosas, chope gelado, caipirinhas caprichadas e muitas opções de cachaças, o Galeto Sats, é a melhor saideira do Rio de Janeiro.

Localizado no coração de Copacabana, no Rio de Janeiro, o Galeto Sats, é um boteco espetacular!

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Nossa sugestão é chegar e pedir de cara um chope gelado, uma porção de pão de alho e uma porção de coração de galinha! Aí já vai dar para ter ideia de como a sua experiência no Galeto Sats vai ser repleta de sabores e sensações.

Em seguida, peça a farofa de ovo e o galeto, se estiver com muita fome peça um picanha fatiada também! Para acompanhar, uma caipirinha de limão ou maracujá, de cachaça, é lógico!

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Agora decida quais das porções do Galeto Sats você gostou mais e peça de novo para acompanhar as várias cachaças que você vai querer experimentar!

Ah, e por que é a melhor saideira do Rio de Janeiro? Porque o Galeto Sats fica aberto todos os dias, do meio dia até às 5h da manhã. Juro! E sim, sempre está cheio!

Para maiores informações, clique no nome do estabelecimento, no primeiro parágrafo do texto.

Dia da Mulher – Célia Salles, CEO da Cachaça WIBA!

Vamos comemorar o Dia da Mulher com a carta de uma mulher inspiradora, a Célia Salles, CEO da Cachaça WIBA! Ela escreve uma carta às mulheres que gostam de beber:

Meu nome é Célia, tenho 50 anos e sou cachaceira. Sim e com muito orgulho. Teria nome mais indicado para isso? Afinal eu produzo cachaça e tenho responsabilidade por toda a parte de fabricação da bebida. Não que eu não goste de beber, mas a palavra cachaceira sempre me remeteu a fulana que bebe qualquer coisa a doses extraordinárias de nada. Além de achar essa expressão um pouco pejorativa. Se fosse pra me rotular, me auto-intitularia como apreciadora de cachaça.

Outro assunto que me deixa incomodada ao ouvir, é que mulher não pode beber muito porque fica feio. Não estou falando de mulher bêbada que dá vexame, briga com as amigas, namorado, marido e sai batendo o carro por aí (homens também fazem isso e vamos combinar que é no mínimo deselegante para ambos os sexos). Estou falando de mulheres que gostam de sair para beber, se divertem experimentando a nova carta de drinks daquele bar de esquina recém-inaugurado e que adoram bebericar com as amigas uma cervejinha diferente. E se ela ainda puxar para o amargo, melhor ainda. Também tem vez aquelas que adoram reservar uma sexta-feira para fazer experiências etílicas com o namorado/maridão. Essas mesmas mulheres, geralmente são independentes, confiantes de si e não veem problema algum ficar vez ou outra, bêbadas. Sempre gostei de apreciar com moderação uma boa bebida, mas beber é humor, e cá entre nós, tem dias que sobe mais rápido. E acreditem, ainda conseguimos ser meigas e delicadas mesmo de porre. Ok, às vezes nem tanto. Mas vamos ao que interessa. Juro que vou tentar não ser prolixa.

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Antes de trabalhar com cachaça, confesso que era muito preconceituosa com a marvada. Só passava whisky pela a porta da minha casa. Sempre tive a sensação que cachaça foi feita pra cabra-macho. E foi por estar totalmente enganada que resolvi escrever essa carta. Na realidade já estava querendo escrevê-la há algum tempo. Talvez ela encoraje uma leitora a pedir sua primeira dose no bar, talvez ela ajude as mulheres que gostem de beber a acreditar que elas não estão fazendo nada de errado, absolutamente nada, ou talvez ela não sirva para nada.

Mulher, mesmo sem me conhecer ouça-me um pouco. Você ainda acha errado sair para beber sozinha ou com as amigas? Está com medo de pré-julgamentos? Te garanto que saímos da sombra e a nossa notoriedade aumentou no mercado de bebidas, onde até então prevalecia os homens. Hoje em vários lugares, já é possível pedir uma caipirinha e sermos servidas por uma super bartender. Já experimentou Saquê? Vodka? Tequila? Gin? Cachaça? Aposte na sua bebida preferida e na marca que te dê confiança (acordar com gosto de cabo de guarda-chuva na boca ninguém merece) e vá ser feliz. Não estou incentivando o uso de bebidas alcoólicas como meio de diversão, longe disso. O que venho propor por meio dessas palavras, é fazer com que você acredite que você é livre para beber o que quiser sem qualquer julgamento alheio. Eu por exemplo, não nego uma boa cachaça. E diante dos olhos de algumas pessoas, posso parecer bebum, mas ao dos meus amigos e do meu marido, não. Eles acham graça a forma que conduzo cada gole e depois que eu introduzi a bebida nas reunião familiares, nas festas e eventos, começaram achar a mulher bebedora desse destilado dotada de personalidade e originalidade. Tá vendo como tudo é questão de referência?

Já os homens machistas não têm vez. Mas aquele homem mesmo, aquele que te merece, vai dar pulos de felicidade ao saber que você pode ser a eterna companheira de doses dele. Homens que estão lendo esse texto, me corrijam se eu estiver errada.

Então a dica de hoje é: não importa o que você bebe ou o quanto você bebe. As pessoas sempre falarão. Mas você vai se importar com isso? Eu não tenho tempo para preconceito. O único tempo que eu tenho é para ser feliz. E eu procuro onde eu bem entender.

Saúde!