Adriana Pino: a Menina no Boteco do Brown Sugar

Quem me conhece sabe que o quê eu mais gosto no projeto das Meninas no Boteco, são as pessoas maravilhosas que eu conheço pelos bares da vida. Quando eu conheci a Adriana Pino, a Menina no Boteco do Brown Sugar, soube na hora que ela seria muito mais que uma bartender incrível que gosta de um bom papo de balcão. A sintonia entre nós foi tão legal, que viramos amigas dentro e fora do boteco.

A Adriana tem um talento e uma simpatia gigantes e é claro que essa energia boa passa par tudo que ela faz. Foi assim que eu descobri no Brown Sugar, um reduto de drinques espetaculares! Tanto que ela foi a primeira classificada para o World Class Brasil 2016, realizado pela DIAGEO.

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Eu comecei minha aventura etílica pelo Morphin (Nega Fulô Carvalho, cachaça com infusão de jambu, polpa de maracujá, néctar de agave e limão siciliano. R$26. Foto acima.), o cítrico do maracujá e do limão siciliano casam perfeitamente com a sensação anestésica e gelada causada pelo jambu na cachaça, é o tipo de drinque que merece dedicação, fica difícil falar de qualquer outra coisa enquanto ele está sendo degustado.

Papo vai, papo vem… Jambu vai, jambu vem, ela percebeu minha fascinação pela reação ao jambu e me ofereceu a espuma de jambu que ela usa na preparação de outros drinques. Na foto abaixo, é possível conhecer a flor de jambu, que é comestível e é a responsável por essa sensação tão inusitada.

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Depois da festa do Jambu, fiquei impressionada com a beleza e as características, ao mesmo tempo, suave e marcante, do drinque Laranja Mecânica (Gin Tanqueray, Aperol, licor Saint Germain, creme de abacaxi e twist de laranja. R$29. Foto abaixo.). O aroma deste drinque é indescritível, todo mundo tem que experimentar.

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Outra opção irresistível para qualquer botequeir@ é o Brownteco, três mini drinques que fazem uma releitura dos clássicos de boteco: Rabo de galo (cachaça, vermute tinto, limão, xarope simples e Angostura), Maria mole (brandy, vinho branco, limão siciliano e bitter aromático) e Bomberinho (cachaça envelhecida, calda artesanal de frutas vermelhas, suco e casca de laranja bahia flambada).

Para acompanhar os drinques sugiro as entradas da casa, como:  Mix de crostini (Salmão defumado, creme de mascarpone e ovas no pão de especiarias. Presunto parma, queijo de cabra e vinagre balsâmico na focaccia de alecrim); Ovo ao creme trufado de shimeji e espuma de batata e o Tartare de salmão servido com creme de abacate e chips de batata doce.

Vá até lá, converse com a Dri e delicie-se com drinques surpreendentes!

Carolina Ronconi

Nascida em São José dos Campos, em 10 de janeiro de 1983, de uma família na qual tudo é motivo de festa, formou-se em Fonoaudiologia pela PUC-SP, é especialista em Voz (Santa Casa-SP), Administração de Empresas (FMU-SP) e Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde (CESCO-FMABC). Sempre gostou de cachaças e come até pedra, se estiver bem temperada. Morou em São Paulo por 12 anos, onde frequentou, praticamente, todos os bares. Depois morou em Montreal (Canadá), onde se apaixonou por cervejas artesanais. Até voltar para o interior de São Paulo e fazer do Boteco o seu mais novo escritório.

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