Tour Cervejeiro em Montreal

Em janeiro eu viajei para Montreal e, por sorte, encontrei um amigo, o Beto, que é sommelier de cerveja em Joinville, então resolvemos fazer um Tour Cervejeiro em Montreal.

Na avaliação das cervejas, o termo frescor e aromática vão parecer repetitivos, mas em brew pubs é o que se encontra e estando na América do Norte, o aroma e sabor dos lúpulos exibem características difíceis de conseguirmos nas cervejas produzidas no Brasil, pois lá eles são frescos, muitas vezes utilizados ainda em flor logo após a colheita, enquanto no Brasil a grande maioria das cervejas é produzida com o lúpulo já processado, em forma de pellet. Em 2014 algumas importadoras disponibilizaram lúpulos em flor no Brasil, embalados ao vácuo, mas os altos preços ainda são impeditivos para o uso em larga escala. Esperamos que isto mude em breve!

Nossa primeira parada foi no Broue Pub Brouhaha, esse pub é bem rústico, os móveis são de madeira maciça, bem pesados, as luminárias são em forma de barril, é muito legal e as cervejas/chopes que eles fazem são incríveis! Lá nós tomamos os seguintes chopes:
Fleur du Diable (Belgian Pale Ale – Brouhaha – 6,5%). Uma pale ale bem lupulada, com um teor alcoólico alto para o estilo, quase chegando a uma IPA. Excelente escolha, cerveja aromática, saborosa e muito fresca, evidenciando os lúpulos cítricos da escola americana;
Gose (Gose – Les Trois Mousquetaires – 3,8%). O estilo Gose é característico da Alemanha e é uma cerveja de trigo ácida. Bastante raro atualmente, pedimos uma taça deste pela curiosidade, visto que nenhum de nós havia ainda experimentado. Além disso, a cerveja estava passando pelo Randall (equipamento usado para realçar o aroma das cervejas, ao fazê-las fluir através de lúpulos em flor, frutas e outros condimentos) recheado de lúpulo amarillo e grapefruit. A cerveja em si tem baixo teor alcoólico e carbonatação, mas foi uma degustação válida pela raridade do estilo e pelo uso do randall;
Hopfenweisse (Wheat Ale – Les Trois Mousquetaires – 6%). Uma cerveja de trigo bem lupulada, novamente realçando o frescor e citricidade dos lúpulos americanos utilizados na receita. Excelente cerveja, muito refrescante e aromática;
Saison Voatsiperifery (Saison au Poivre – Brouhaha – 6%). Uma saison com pimenta, também muito aromática, com bastante condimentos, saborosa e fácil de beber;
Porter Baltique Édition Spéciale 2014 (Porter Baltique envelhecida em barris de Bourbon e Conhaque – Les Trois Mousquetaires – 10,5%). Hora de aquecermos para enfrentarmos os 20 graus negativos fora do Pub! A baltic porter é um estilo pouco difundido, característico da região dos bálticos, como o próprio nome sugere. No Brasil existe uma excelente opção, produzida pela Wensky Beer de Araucária – PR. Esta aqui é uma versão double ou imperial, com alto teor alcoólico, excelente para o inverno canadense. O envelhecimento em barris lhe confere notas de madeira, e whisky, além do café e chocolate característicos das porters;
Eisbock ou Doppel Bock? Acho que tomamos mais uma aqui! Para continuarmos o aquecimento e mantermos o nível alcoólico, decidimos tomar a ‘saideira’, uma doppel bock ( ?) com 11% de álcool. Estava ótima, mas a esta altura já estava difícil de memorizar as características dela!

brouhaha

O segundo foi o Helm, esse pub já é bem moderninho, a decoração é linda e os chopes que eles fazem são muito bons! Nós tomamos:
Fairmount (Cream Ale Bock – 6,25%). Uma cream ale bock porém de cor clara, servida ao estilo da Guinnes, realçando a cremosidade e adocicado do malte. Bem diferente das cervejas lupuladas, muito saborosa e fácil de tomar;
Hutchison (Extra IPA Bock – 6,75%). Pra não sairmos sem o amargor dos lúpulos na língua, esta IPA Bock foi uma ótima escolha. Novamente muito aromática e com frescor dos lúpulos realçados, prova mais uma vez que o consumo da cerveja no local onde ela é produzida garante que aproveitemos o máximo dos aromas e sabores dela.

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O terceiro pub foi o famosíssimo Brasserie Dieu du Ciel, que oferece 20 torneiras de chope da casa. Os chopes são, literalmente, DIVINOS!!!

Adendo do Beto: ‘A Dieu du Ciel é uma das melhores cervejarias do mundo, tendo conquistado diversos prêmios no Mondial de La Biére e outros concursos. O Brew Pub de Montreal foi onde toda sua história começou, em 1998 e, apesar de hoje a cervejaria possuir uma fábrica em St Jeróme, cidade a 60 Km de Montreal onde produz chopes e engarrafa suas criações, teve a felicidade de manter o brew pub em funcionamento com as mesmas características de seu início. É minha inspiração para o brew pub em Joinville e espero que algum dia consigamos produzir cervejas que chegam perto das produzidas aqui.’

Tomamos:

Équinoxe Pale Ale (Pale Ale – 5,4%). Esta é uma pale ale estilo americana, lupulada, aromática e com um amargor agradabilíssimo. Leve, refrescante e muito fácil de tomar, utiliza o lúpulo Equinox, uma variedade relativamente recente e muito boa;

Rigor Mortis Triple (Tripel – 9%). Menos 20 e alguns graus lá fora, é hora do aquecimento para encarar o frio. A Rigor Mortis faz jus ao nome, é um desafio para qualquer um encará-la! Uma tripel bem característica, maltada com notas de frutas escuras no aroma, consegue camuflar bem o teor alcoólico, o que é um perigo para os desavisados;

Péché Mortel (Imperial Coffee Stout – 9,5%). Quem for ao Brew Pub da Dieu du Ciel e não provar esta cerveja direto do barril ou as variações dela que estiverem disponíveis não será perdoado e não poderá dizer que esteve lá! A Péché Mortel ficou entre as 100 melhores cervejas do mundo em 2014 no ratebeer.com, mas basta degustá-la para não ser preciso a avaliação de qualquer pessoa para se chegar a esta conclusão. Disponível no Brasil em garrafa e chope, degustá-la aqui em Montreal é uma experiência única, e o sabor é outro, indescritível. Pode até ser psicológico, mas que é melhor, é! O sabor do café misturado aos maltes, o aroma de café ao chocolate, quase um cappuccino aliado à suavidade do corpo desta cerveja fazem sua degustação uma experiência sensorial única. Além disso, apesar de seu alto corpo, chegando mesmo a ser viscoso, e de seu alto teor alcoólico, é uma cerveja com alta drinkability, mais uma que irá castigar os desavisados. Excelente para fechar o dia de degustações e encarar o frio lá fora.

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Infelizmente, o Beto voltou para o Brasil, mas eu continuei firme no Tour Cervejeiro e fui parar na Benelux Brasserie Artisanale! Lá eles têm a opção de pedir um sampler de chopes, são cinco chopes de sua escolha entre os 11 que a casa produz. Meus escolhidos foram:
Berlinoise (Berliner Weisse – 4,2%);
Troy (Dry Stout – 5,5%);
Champion (American Pale Ale – 6,1%);
Grotesque (Pumpkin Ale – 7,1%);
Buzz IPA (American IPA – 7,4%).
A minha favorita foi a Buzz, então pedi mais um pint só para mim!

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Nosso Tour Cervejeiro acabou por aqui, mas Montreal tem muitas opções para quem gosta de tomar cerveja boa, são elas:
Bar Le Vestiaire;
Bier Markt Montréal. Visitei este, um lugar mais moderno, com ares de balada e uma excelente carta de chopes e cervejas. São 28 torneiras de chopes canadenses e importados e mais de 150 opções de cervejas em garrafas. Próximo ao Bell Center, se você for assistir a algum jogo dos Canadiens, passe aqui antes, tome um chope da Trou du Diable e peça um hamburguer. Não irá arrepender-se;
Bierbrier Brewing Inc.;
Brasserie BVM Inc.;
Brasseurs De Montréal. Brew pub com ares de fábrica, cervejas próprias e convidadas, mais uma excelente opção com suas sazonais para cada estação do ano;
Brasseurs R.J.;
Brasseurs Sans Gluten;
Brutopia, esse pub era minha segunda casa quando eu morei lá em 2013. Produz ótimas cervejas, que trazem notas características do local, provavelmente fruto da produção feita em seu porão e das leveduras selvagens que lá habitam. Não veja isto como algo ruim, são realmente cervejas diferenciadas;
EtOH Brasserie;
Isle de Garde Brasserie;
L’Amère à Boire. Mais um excelente brew pub, cervejas próprias e convidadas, com um cardápio variado e onde provei o hambúrguer de bisão, mais uma iguaria quebecoise;
La Succursale Brasserie Artisanale;
Le Cheval Blanc;
La Compagnie de Bière Brisset;
L’Espace Public-Brasseurs de quartier. Este local é uma espécie de cooperativa cervejeira, onde cervejeiros artesanais se unem para a produção. Tem poucas opções gastronômicas, então vá bem alimentado, pois as opções de cervejas são muitas e todas excelentes;
Le Saint-Bock;
Le Trèfle Taverne Irlandaise;
Les Soeurs Grises Bistro Brasserie;
Les 3 Brasseurs, esse pub é uma delícia e tem uma filial em São Paulo. Cinco estilos de cervejas fixas nas torneiras, mais a cerveja do mês, a da estação e duas em garrafa vendidas exclusivamente para consumo no local. O cardápio é excelente, este é o lugar para quem quer comer bem acompanhado de uma boa cerveja artesanal. Pratos típicos do Quebec, como o Poutine estão disponíveis. As sopas servidas no inverno também são excelentes;
McAuslan Brewing;
Réservoir;
Station Ho.st];
Vices & Versa.

2015-01-19 17.12.51-2 E para finalizar eu quero apresentar melhor o Beto para vocês, nós nos conhecemos em fevereiro de 2013 em Montreal durante um curso de francês, ele é engenheiro eletrônico por formação, tem 42 anos e começou a se interessar por cervejas artesanais em 2011, apresentado a elas por um amigo em comum ao dono de um empório em Curitiba. Dali para a paixão pelas artesanais foi um pulo e por um conjunto de acontecimentos que só podem ser definidos pelas tramas do destino, em 2012 se tornou um dos três proprietários do Empório Dublinn, primeira loja de cervejas artesanais de rua em Joinville. Inicialmente continuou trabalhando como engenheiro em paralelo ao trabalho na loja e ao curso da primeira turma de Beer Sommelier de Santa Catarina, curso este reconhecido pela ABS (Associação Brasileira de Sommeliers) e ASI (Association de la Sommellerie Internationale). Na mesma época começou também a produzir cerveja em casa, já pensando na evolução do seu empório para um Brew Pub. Em agosto de 2013 passou a dedicar-se exclusivamente ao negócio da cerveja e em janeiro de 2014, com e entrada de novos sócios, começaram o projeto de criação de um Brew Pub. A inspiração para o mesmo foi o Brew Pub da Dieu du Ciel, em Montréal, cidade na qual ele morou por um ano e meio durante seu mestrado em Engenharia de Produção. Depois de superarem todas as dificuldades e burocracias comuns às micro empresas em nosso país, abriram o novo pub no início de fevereiro e estão na etapa final de montagem da micro cervejaria, da qual devem degustar os primeiros litros no final de abril, início de maio. Curtam e acompanhem nossa página no Facebook para ficarem por dentro das novidades. E quando estiverem em Joinville não deixem de nos visitarem!

Meninas Por Aí – 5 Bares no Rio de Janeiro

Papel Dourado empastado (duplamente colado), com brilho, enviado via Correios. Esta era a descrição do Save the Date que recebi há uns três meses atrás para um evento no Rio de Janeiro. Não sei se já contei aqui no Blog, mas trabalhei com Eventos Sociais durante uns dez anos, e toda vez que recebo um convite, faço a análise de todos os detalhes. Já pelo Save percebi que seria um evento extraordinário! Pensei comigo, vale um final de semana inteiro na Cidade Maravilhosa e é claro, vou poder fazer mais uma programação: o Meninas por Aí – 5 Bares no Rio de Janeiro.

Passagens compradas, hotel reservado e era hora de pedir ajuda para os nossos seguidores do Facebook e Instagram. Recebemos muitas dicas e tracei a rota para fazer tudo perto do hotel que iria me hospedar. Sempre tento me programar para fazer o máximo de trajetos a pé ou de táxi, uma vez que o tour é etílico e, dirigir e beber não combinam em hora alguma.

Claro que não podia deixar de ter mais uma expert em bares me guiando e foi por isso que agendei parte do tour com a querida Isa Bello Fornari, Sommelier de Cachaças e uma pessoa muito especial. Ela carinhosamente se ofereceu, junto ao  Paulo, mega top bartender, para me acompanhar em alguns botecos do Rio de Janeiro.

Cheguei na sexta, bem cedinho, fiz check in no Marina Palace e aproveitei para ver o amanhecer na praia do Leblon, caminhando e absorvendo o clima do Rio de Janeiro que é deliciosamente contaminante. Decidi almoçar perto do hotel e curtir o bairro a pé durante a tarde. Quem não adora o Leblon? Bom eu me apaixonei desde a primeira visita! Fui tomar meu primeiro chope do dia no Botequim Chico e Alaíde, famoso por seus bolinhos e quitutes. E que bolinhos hein?! Até eu que sou mais certinha com a dieta me acabei nos bolinhos, torresmo, caldinho de feijão e giló frito. Não conseguia parar de experimentar! O lugar  é simples, botequim mesmo, apertadinho e desconfortável,  os garçons são meio mal humorados, mas tudo vem quentinho, fresquinho e o clima de bar de esquina do Leblon te impedem de querer ir embora logo. É um boteco de verdade, do jeito que eu gosto, pra ir de rasteirinha e sem make, pra curtir uma tarde jogando conversa fora! Ai que saudade dos bolinhos e do torresmo deliciosos de lá!

CHICO E ALAÍDE

No caminho da volta para o hotel, fiz um trajeto diferente e acabei no Bar Bracarense e já que tinha mesa vaga na calçada, parei e pedi um chope! E mais outro chope, e mais outro!rs Já que eu estava lá de bobeira, passeando, why not? O chope de lá é incrivelmente mal tirado, e o famoso bolinho de bacalhau não é tão maravilhoso assim. Mas o botequim é no Leblon, na calçada, cheio de gente bonita e vale a visita pela história e pela fama de ter sido um dos melhores botecos do Rio. Dizem que era bom quando a Alaíde e o Chico ainda estavam por lá, depois de abrirem seu próprio boteco eles deixaram o Bracarense em maus lençóis. Infelizmente não consegui tirar muitas fotos do Bracarense, acabou minha bateria do Iphone (snif).

BRACARENSE

Já era quase fim do dia e eu havia marcado com a Isa ás 18h, quando me dei conta, tinha 15 minutos para ir até o hotel trocar de roupa e pegar um táxi para Copacabana, com chuva! Com um atrasinho chegamos à Adega Pérola, lugar hoje que chamo carinhosamente de paraíso! A Isa não me decepcionou e indicou um botequim de primeira. Lá tem cerveja artesanal, cachaças variadas, chope e um balcão com todos os tipos de petiscos de boteco. Tinha lula, atum, sardinha, giló, queijos, embutidos, mexilhão, alho e cebola em conservas de dar água na boca, sem falar nos que vinham da cozinha como moela, fígado, torresmo, bolinhos, coração etc. Comi uma porção de alho em conserva e sardinha frita com cebola, na sequência ataquei uma porção de queijo de cabra, tudo acompanhado de cachaça e cerveja artesanal. O botequim estava lotado, tem gente de todo tipo, mas todos curtindo o melhor da vida, um happy hour com os amigos em um ambiente genuinamente carioca. Vou ter que voltar lá toda vez que for ao Rio só para experimentar tudo daquele balcão.

ADEGA PÉROLA

Da Pérola fomos para o Flamengo, conhecer o Paris Bar e fazer uma visita ao Alex Mesquita, um dos bartenders mais reconhecidos aqui do Brasil. Eu já tinha uma expectativa de que seria um lugar legal, mas ao parar na porta já vi que estava enganada. A arquitetura impressiona, é uma casa de 1920, que pertenceu à família que foi responsável pelo aterro do Flamengo, o lugar é deslumbrante. Ao entrar, fiquei encantada com o charme e elegância do bar. Luz baixa, climatização perfeita, móveis lindos e trilha agradável fizeram o ambiente me abraçar. O Alex, gentilmente, reservou um cantinho no balcão para nós, e as cadeiras eram de zebra minha gente, um loooosho! Mas zebra chique, tá? Phyna!! Nos acomodamos e, é claro, deixei o Alex me sugerir um drink, só informei a base que é amargor e uísque e, a partir daí ele criou suas poções mágicas. Ele faz juz a fama, os drinks estavam muito, muito bons.  A companhia estava excelente, o lugar é incrível e o Paris Bar com toda certeza entrou na lista dos bares que mais gostei de visitar até hoje.

Acompanhada pelo gerente, fiz uma visita pela casa que abriga o Paris Bar, Paris Gastrô, um Piano Bar e tem espaços lindos para eventos. A casa é de tirar o fôlego e, segundo recomendações, o Gastrô merece uma visita!! Fica para uma outra vez… De lá iríamos para o Sat´s com a Isa, mas eu estava exausta e tinha que me poupar para o evento do dia seguinte iria até a madrugada!

PARIS

No dia seguinte, descansada e pronta pra mais um boteco fui dar uma volta a pé no Leblon (como é bom passear no Leblon) e acabei parando no Jobi para o almoço. De longe avistei uma movimentação na calçada! Com um calor infernal e um dia lindo, era mais do que esperado que o boteco estivesse cheio de gente bonita e desesperada por um chope geladinho.

Esperei um pouco e consegui uma mesa, bem apertadinha, num cantinho. O Jobi é um ótimo boteco, com a cara e a tradicional muvuquinha dos bares do Rio de Janeiro. As mesas são muito próximas e é um desafio aguentar o calor!rs Mas como eu sou uma apaixonada frequentadora de boteco, já esperava por este cenário. Pedi meu chope (aguadinho), e me aventurei em comidinhas deliciosas como rã empanada, caldinho de feijão, bolinho de bacalhau e é claro, torresmo! Tudo bem feitinho e com a cara do Rio! O atendimento foi bem parecido com o do Chico e Alaíde, meio mal humorado, mas funciona que é uma beleza!

JOBI

Findado o almoço, retornei ao Marina Palace e resolvi descansar até a cabeleireira chegar e me arrumar para a festa. Abri meu bom e velho Jameson para aquecer e entrar no clima para uma das melhores festas que já fui na vida. A noite foi regada a Moet Chandon Rosé prazamiga e muito Gold Label para mim! Do boteco pra uma festa “top furacão”, tudo com a mesma dose de prazer e diversão! Contraste que assina o charme do Rio e me deixa a cada visita mais apaixonada.

Pra fechar o final de semana, voltamos ao Chico e Alaíde no domingo para o almoço. Impossível sair da cidade sem experimentar mais alguns bolinhos de lá. Fui de escondidinho, choquinho (dos Deuses), bolinho de feijoada e  croc de arroz. Todos divinos! Também comi um filé com fritas pra arrematar e curar a ressaquinha! Ô comidinha gostosa viu?!

Segue um mapinha das minhas andanças no Meninas por Aí Rio de Janeiro:


 

E assim me despedi do Rio, tendo passado por muitas mesas e balcões, tomado muitos chopes e vivido intensamente como sempre!!! Foi #tophurricane! Até a próxima, cheers!

Meninas Por Aí – 7 Bares em Buenos Aires

Ruas amplas, árvores e praças cheias de bossa, arquitetura rica e uma atmosfera boêmia definiram Buenos Aires para mim. A convite da minha mãe fiz uma viagem para BsAs com mais oito mulheres da minha família. Além de conhecer a cidade pensei que poderia fazer um tour pelos bares de uma das cidades mais noturnas do mundo e trazer para vocês mais um roteiro “Meninas por Aí – 7 Bares em Buenos Aires” . Decidi, junto a minha irmã Tati, desgarrar da turma e fazer da viagem uma oportunidade para conhecer uma BsAs que os turistas não conhecem. By the way, na minha opinião, esta é a melhor forma de conhecer um destino, fugindo dos pontos turístico e experimentando um pouco da vida de quem habita o local!

Ao planejar meu final de semana lá, pesquisei umas hashtags no Insta e postamos um pedido de ajuda aos nossos seguidores que gentilmente sugeriram um montão de coisas legais. Na busca encontrei a Amanda Mormito, do Blog Buenos Aires para Chicas e a Isla Montalier do IG Buenos Aires Para Donde Voy, duas brasileiras que moram em na capital Porteña e que toparam me guiar pela noite da cidade. Me surpreendo com o poder das mídias sociais de conectar pessoas ao redor do mundo, é muito bacana encontrar na vida real pessoas tão legais que conhecemos no virtual!

Ficamos no Hotel El Conquistador, no centro de Buenos Aires, bem pertinho da Recoleta e Puerto Madero. O hotel é ótimo para a categoria, fica em uma rua tranquila, com um bom restaurante e um mercadinho a cinco passos da porta da recepção. Assim que chegamos eu e a Tati decidimos dar uma volta no quarteirão para conhecer a área ao redor do hotel. Achamos a lojinha Bora Cervezas Artezanales da Patagonia, com vários tipos de cervejas diferentes. Pena que estava fechada e não conseguimos comprar nada, mas de qualquer forma fica a dica para quem quer comprar cervejas diferentes por lá.

Cervezas

Na sequência, encontramos o resto do grupo para um lanche no Datri Café na esquina do hotel. Um lugar fofo, todo arrumadinho, com tapas e cervejas artesanais. Também aproveitamos para passar no mercadinho e abastecer nosso frigobar com cervejas locais. Compramos Quilmes (Cristal, Bock e Stout), Patagonia (lager e red) e Stella Noir. Todas foram novidade para nós. A Quilmes Stout e a Stella Noir ganharam nosso coração!

Datri Café

Tínhamos três dias e duas noites, então precisávamos escolher com cautela os bares que visitaríamos. Na sexta, nossa primeira noite, encontramos a Amanda que sugeriu três bares em Palermo, bairro mais badalado da cidade. Nos encontramos na Antarez Cervejaria Artesanal, mas estava muito cheio e teríamos que esperar ao menos 40 min. Como nosso cronograma era apertado, decidimos comer algo em outro lugar e seguir pelos bares escolhidos por ela. Uma pena, o lugar parecia muito legal!

Comemos um hambúrguer de cordeiro com queijo de cabra, batatas doces fritas e Cerveja Goldrush da Grunge Brewing Company no Ninina Backery. O Lugar tem uma decoração linda, atendimento atencioso e uma comida bem gostosa.

Ninina

Seguimos a pé (como é bom curtir um passeio noturno a pé!!), para o The Harrison Speakeasy, um bar secreto que remete a época da lei seca americana, quando era proibida a comercialização de bebidas alcoólicas nos EUA. Aliás, a maioria dos bares tem essa vibe em Buenos Aires, são escondidos, em uma portinha discreta ao fundo de algum lugar. Conseguimos entrar com a ajuda da Amanda que tem um member card, pois lá só entram membros ou pessoas que jantaram no Restaurante Nicky NY Sushi, onde o bar fica escondido.

Entramos no bar por um armário dentro de uma adega, onde uma hostess conta a história do Nicky Harrison e nos passa as regras do estabelecimento. A principal delas é que é proibido fotografar para que lá  continue sempre secreto. Uma pena, pois a decoração é impecável, uma reprodução dos bares da época, com riqueza em cada detalhe. E o balcão, ah que balcão lindo!!! Cardápios em forma de jornal dos anos 20, velas em todas as mesas, luz bem baixa, trilha sonora de blues´n´jazz e o cheiro de madeira envelhecida dos móveis determinam o tom do local. Uma experiência especial e surpreendente!! E para ficar perfeito, os drinques são de arrasar, bem feitos, preparados por bartenders charmosos e cheios de experiência. O head bartender é o especialíssimo Seba García, que nos recebeu com muito carinho. Sentamos inicialmente em uma mesa e depois conseguimos nossos lugares no balcão (ou na barra como chamam os porteños), e lá tomamos shots e mais um drinque para finalizar. Queríamos ficar, mas tínhamos outros bares para visitar. Voltaremos com certeza para ficar uma noite toda por lá, vale cada minuto!

De lá partimos para o Victoria Brown Bar, um bar com decoração inspirada na revolução industrial, com engrenagens nas paredes e tonéis em forma de lustre espalhados pelo salão . Maior  e com mais gente, o ambiente lá é bom para a paquera e tem uma vibe mais animadinha. É impressionante como os bares são pensados de forma minuciosa e cada detalhe é tido como muito importante. Os tragos eram muito bem feitos, escolhi meu bom e velho Old Fashioned e ele não decepcionou. Era diferente, tinha um toque mais amargo que o de costume, mas estava delicioso.

Victoria

Tínhamos marcado com a Isla para conhecermos o Rosebar depois do Victória, mas não foi possível, pois estávamos exaustas e já passava das três da manhã. Resolvemos deixar para o dia seguinte ou para outra oportunidade. De qualquer forma o Rosebar é recomendadíssimo e com certeza está na nossa lista para quando voltarmos.

Acordamos no sábado e resolvemos ir a pé até a Livraria El Ateneo, eleita a segunda livraria mais bonita do mundo. Sou um tanto desconfiada destes títulos amplamente divulgados, mas o local me conquistou e ficamos lá a manhã toda! Decidi ficar no setor de gastronomia enquanto minha irmã se esbaldava nas autoras feministas, afinal ela é a nossa colunista feminazi. Achei muita coisa bacana e acabei trazendo alguns livros com receitas de tragos para casa.

El Ateneo

A tarde pensamos em fazer uma paradinha no Bullers Pub & Brew, que estava perto do nosso rolê turístico pela Recoleta e, para nós, terminar um passeio com uma boa cervejinha é de lei! O bar estava meio vazio, era uma tarde cinza em Buenos Aires, sentamos na área externa, na praça, e pedimos o sampler das cervejas da casa, com uma porção de batata doce frita. Achamos a cerveja razoável, sem muito corpo e com um amargor muito presente sem acrescentar uma nota saborosa à receita. Não achamos o bar um lugar incrível, é razoável, perto dos outros bares de Buenos Aires, este deixa muito a desejar.

Bullers

Voltamos para o hotel e a noite nos encontramos com a Isla, do Buenos Aires para Donde Voy. Ela nos guiou por mais três bares e foi uma querida também! Começamos pelo The Temple Bar, na filial que ficava no quarteirão do nosso hotel. Não é a filial mais bacana, mas é um pub interessante, bem decorado, passamos para conhecer já que ficava literalmente a alguns metros do hotel. Não conseguimos ficar mais que cinco minutos, pois estava muito, muito cheio e achamos melhor ir para outro local. A matriz do The Temple Bar, segundo a Isla, é muito mais bonito e merece uma visita. Fica para próxima!

Seguimos para o Gran Bar Danzón, outro bar na Recoleta super recomendado! Descemos do táxi e vimos uma portinha na calçada, sem identificação nem nada. Fiquei receosa, pensei que podia ser uma furada, mas minha opinião já mudava ao subir as escadas e quando entrei, me apaixonei! O lugar é lindo, com decoração contemporânea, iluminação perfeita, luz baixa e gente muito bonita. Não conseguimos sentar na barra, mas fomos rapidamente acomodadas em uma mesa. O atendimento demorou um pouco para começar, talvez devido ao grande número de pessoas. Como estávamos encantadas com o local e o papo estava ótimo, acabamos por nem sentir muito. Pedimos os nossos tragos e de entrada uma Tarte Tartin de Maçã e Queijo de Cabra (AMO queijo de cabra!). Estava DI-VI-NA! Uma festa na boca! Os drinks também eram bons, mas a comida é mais marcante. Para o prato principal, pedimos Pato com Creme de Castanhas (feito com perfeição), e Polenta com Carne de Cordeiro. Os dois estavam DE-LI-CI-O-SOS! A Isla foi de sushi vegetariano e também gostou muito.

 Gran Danzon 1

Gran Danzon 2

De lá fomos para nossa última parada, o Florería Atlântico, segundo colocado no The World´s 50 Best Bars. Também na Recoleta, fica numa rua charmosa, cheia de bossa. De fora, parece só uma floricultura (linda), que também vende vinhos, mas existe uma portinha, que te leva à um porão com um balcão comprido e uma decoração desconstruída, com cara de que precisa de restauração mas é intencional sabe?

Conseguimos nossos três lugares na barra e fomos prontamente servidas com água em copos lindos, fofos! A água lá é cortesia, um mimo que ao meu ver é muito carinhoso e inteligente. Pegamos o cardápio e começamos a escolher nossos tragos. Os nomes eram inusitados, a Tati foi de Mary Poppins goes Punk, com notas adocicadas e canela e a Isla optou por um mais refrescante e com espumante. Eu fui de British Worker, com uísque na composição, um dos meus ingredientes favoritos num drink. Os três estavam ótimos, bem feitos,  elaborados com sabedoria. A decoração era linda, em canecas de ágata e taças charmosas. Infelizmente não conseguimos comer, a cozinha já estava fechada devido ao horário, chegamos às duas da manhã! Num contexto geral o bar é charmoso, o atendimento é bom, o ambiente é agradável, mas não está no topo da lista dos meus melhores bares… Sentimos falta de nos relacionar mais com os bartenders, gostamos do balcão pela interação com o universo de quem está do outro lado, pelo show e a oportunidade de conhecer coisas e pessoas novas. Lá os bartenders não estavam muito pra papo e também não nos guiaram pelas opções de drinks. Senti falta de um chamego que é usual na barra!

Florería

Buenos Aires deixou saudades no meu coração, voltarei em breve Mi Buenos Aires Querído, para mais tragos e mais bares marcantes!! Cheers!

Meninas Por Aí – Tour Cervejeiro em Pinheiros

O nosso Projeto tem nos presenteado com experiências muito especiais, é muito gostoso transformar encontros virtuais em encontros reais. Tivemos a felicidade de sermos apresentadas ao Beer Sommelier Luís Celso Jr., do Blog Bar do Celso. O conhecemos por intermédio do Eduardo da Tv Cerveja no Terceiro Encontro Gourmet, no stande da Cervejaria Baden Baden. No dia seguinte, tivemos a surpresa de reencontrá-lo no Aconchego Carioca no lançamento da Cerveja Electra. Lá tomamos umas cervejas juntos e ele gentilmente topou nos guiar por um Tour Cervejeiro no Bairro de Pinheiros, em Sampa. É claro que adoramos a ideia e marcamos  uma data logo na sequência.

Data marcada, roteiro definido e horários ajustados. A intenção era fazer as quatro principais cervejarias do bairro e degustar as cervejas e petiscos de cada uma, tudo com o acompanhamento do especialista no assunto. Decidimos fazer o tour a pé e de bike devido a proximidade dos bares e também porque beber e dirigir não é uma boa combinação. Confiram no mapa nosso itinerário.

A primeira parada foi no Empório Alto dos Pinheiros, lugar com uma imensa variedade de rótulos e gadgets cervejeiros, além das mais de 30 torneiras de chopes de diversas marcas nacionais e importadas. Com certeza é um dos bares mais completos do ramo da cerveja. O cardápio de lá também é bem bacana, com petiscos de boteco, sandubas e pratos mais elaborados para harmonizações de todos os níveis. O local é o ponto de encontro dos beer geeks, donos de cervejarias e entendidos do assunto. Predominava o público masculino, mas o Celso disse que o feminino vem crescendo no consumo de cervejas artesanais. Adoramos a ideia do EAP de ter mesas externas compartilhadas que estimulam o relacionamento entre pessoas desconhecidas, porém, achamos o serviço um pouquinho demorado! Também sugerimos que os toaletes do térreo sejam repensados para as meninas! Cerveja e fila no WC não combinam, certo girls?

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Escolhemos, com auxílio do Celso, um mix de variedades de chope para entendermos um pouco a diferença entre um tipo e outro acompanhado de petiscos leves e kaftas de cordeiro, pois estávamos só começando. Além do mix, pudemos experimentar, uma cerveja curtida em barril de uísque, achamos sensacional!!!

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Nosso tour seguiu e paramos no novíssimo Café Delirium São Paulo, recém inaugurado. Fomos acompanhados pelo Paulo (sócio do EAP e do Delirium Café), que  nos conheceu na primeira parada e caminhou conosco até sua outra casa. Ele nos apresentou toda a instalação e nos acompanhou na rodada de cervejas também. O local é muito bonito, com decoração bem pensada, vários ambientes diferentes, gente bonita e muitas mesas cheias de meninas apreciando cervejas especiais. A promessa é de terem uma lojinha com muitos itens e acessórios da Delirium para quem é fã da marca. Nós adoramos o elefantinho rosa, a Dri quer um para decorar a casa dela e a Carol quer uma torneira de chope de elefantinho cor de rosa!

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Optamos por Cervejas Belgas, país de origem da Cerveja Delirium, por sugestão do nosso guia. Escolhemos dois rótulos da Delirium e outros chopes belgas, acompanhados de batatas belgas (elas são importadas de lá), e coxinhas pra manter o nosso clima de boteco, rs! A casa tem uma carta gigante de cervejas e um cardápio interessante. Está num esquema de soft opening e ainda não tem tudo disponível para venda mas acreditamos que a cozinha de lá pode vir a ser bem interessante. Vale voltar mais vezes para conferir.

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A terceira parada foi na Cervejaria Nacional, com seus dois andares cheios de mesas e muita gente bonita também. Por orientação do Celso, deixamos para comer de verdade lá, pois, segundo ele, era o melhor custo benefício. O local é bem bacana, não tão bonito como o Café Delirium, mas conquistou pelo atendimento e pelo clima. Só faltou uma área externa, mas é compensado pelo ambiente interno super agradável e amigável.

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Pedimos o Sampler de Chopes da Casa e  tivemos uma explicação combinada do staff e do nosso beer sommelier. É muito legal aprender sobre o mundo das cervejas de verdade!! Para comer, fomos de burgers, o Maracanã e o Minerão (deliciosos), e uma entradinha de pão de malte com manteiga de cerveja! O cardápio de lá tem várias coisas com malte! Pão, pudim, sorvete de cerveja! Sem dúvida o cardápio mais interessante do passeio. Ficamos com vontade de voltar várias vezes para comer mais! As porções são generosas com preços bem justos. Dica: lá a água é cortesia, eles servem a água que é tratada para ser usada na fabricação da cerveja. Um mimo inteligente e carinhoso! O atendimento da Cervejaria Nacional foi, com certeza, o melhor de todos, atencioso, rápido e eficiente.

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Terminamos nosso Tour Cervejeiro em Pinheiros no Brew Dog Bar, cervejaria com cara de menino e decoração inspirada em oficina mecânica. A cerveja é ótima, bem tirada mas o atendimento é OK,  você retira tudo no balcão e ainda cobram 10%. O cardápio de lá é bem restrito, tem poucas opções, basicamente só petiscos e alguns burgers. Definitivamente não é um lugar para comer e ficar muito tempo, na nossa opinião, ficar levantando toda hora para pegar bebida não combina com botecagem. Vale pela cerveja boa e para conhecer o conceito, também comprar algumas garrafas e levar para casa.

Colagens

Foram visitadas quatro cervejarias, com aproximadamente oito horas de duração. Pode até parecer cansativo, mas foi muito, muito divertido. Em cada parada conhecemos pessoas diferentes, algumas nos acompanharam na caminhada e ao longo do processo iam abandonando o barco. Fora que a oportunidade de caminhar, a pé, em Sampa é revigorante, com amigos e sem a correria padrão, é algo quase inusitado. Saímos do tour com uma bagagem que nos permitirá consumir cerveja com outros olhos e outro paladar. Definitivamente iremos beber melhor daqui em diante.

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Celso, Carol, Tati, Dri, Paulo, Liane e Orlando