Uai, tem vinho bom em Minas Gerais?

Uai, tem vinho bom em Minas Gerais? Tem sim Senhor!!

Essa semana tive a grata surpresa de conhecer uma vinícola no Sul de Minas Gerais, na pacata cidade de Cordislândia.

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Cheguei na cidade na segunda feira e logo recebi o convite para conhecer a Luiz Porto Vinhos Finos. Uma pequena vinícola, onde fui recebida pelo proprietário Junior Porto, que me contou a estória. Tudo começou com um sonho em produzir vinhos de altitude, num local onde não se é tão conhecido como melhor terroir.

Contrataram um enólogo francês da região de Bordeaux, que sugeriu produzir vinhos com colheita inversaColheita inversa? Foi a pergunta que fiz a ele. Sim, as colheitas são feitas no inverno, mais precisamente junho e julho, quando cheguei ao vinhedo pude presenciar algumas uvas ainda para serem colhidas.

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Ele me explicou que essa época do ano o clima é mais seco, o tempo de sol é o suficiente para as castas amadurecerem melhor, e ainda existe uma grande amplitude térmica mais quente durante o dia, e a noite faz frio.

Depois fui conhecer as instalações da vinícola e me surpreendi com um tanque que armazenava um Shiraz elegante, frutado, pronto para ser engarrafado. Pude provar um Sauvignon Blanc ainda fermentando, que promete ser um ótimo vinho.

Fim de tarde tive mais uma grata surpresa, degustar o grande vinho da vinícola, o elegante, encorpado e complexo Luiz Porto. Pôr do sol, uma tábua de queijos Faixa Azul e muita conversa. Afinal de contas, degustado a gente se entende.

Dia dos namorados em época de crise

Dia dos namorados em época de crise. Sim, o país está em crise, mas não deixaremos isso atrapalhar nosso amor, nesse dia especial de comemorar bem juntinhos com quem amamos e queremos sempre ao nosso lado.

Meu post se dedica a essa data, tão cheia de beijinhos e carinhos sem ter fim, como dizia o grande poeta Vinicius de Moraes.

E como fazer essa data ser inesquecível com pouco dinheiro, às vezes quase nenhum?

Todos nós sabemos que em geral todos os restaurantes, bares, e outros locais ficam cheios de filas, e com menus que nem sempre cabem no nosso bolso. Pensando nisso segue algumas sugestões de harmonizações, para jantares super charmosos e elaboradas em casa mesmo.

Sim, em casa…

Com uma boa trilha sonora, com direito a luz de velas e menu harmonizado com vinhos, para os enófilos, ou com cerveja, para os amantes cervejeiros.

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Para as entradas, ou para um brinde à primeira sugestão fica com o vinho ou cerveja. Um espumante, ou uma cerveja mais leve como uma Witbier.

Vamos ao jantar

Risotos: A sugestão vai para os risotos, com esse clima de quase inverno esse prato mais estruturado pela manteiga utilizada, e pela escolha dos ingredientes. Vamos optar por um de cogumelos, pode ser de Shitake e Shimeji, pois são cogumelos fáceis de achar. Para os enófilos, os vinhos escolhidos são um Pinot Noir, de médio corpo uma boa opção é o chileno Céfiro da Viña Casa Blanca, ou um vinho com a casta Nebbiolo do Piemonte. Já para os cervejeiros, uma ótima escolha vai para as Doppelbocks, uma opção é para a Salvator da grande cervejaria Paulaner, com um sabor intenso vai ser um clássico.

A sobremesa: Fácil e rápida uma calda de frutas vermelhas (dê preferência às frescas) com sorvete de creme. Para harmonizar um vinho doce mais leve, podemos optar por um Porto Ruby, que as frutas vermelhas predominam. E para as cervejas, uma Fruit Lambic, uma cerveja da escola Belga, com adição de frutas inteiras. Dê preferência à cereja nessa harmonização.

Vamos lembrar que essa sugestão, com poucos pratos é para o dia dos namorados, e que ainda temos uma longa noite pela frente, se é que me entendem…

Tenham todos um ótimo dia dos namorados, e o mais importante de tudo isso, é o amor!

E degustando a gente se entende!

Ilustração da imagem destacada: Raquel Thomé (raquelthome.com)

Hoje é dia de Nova Zelândia! Hoje é dia do Sauvignon Blanc!

Hoje é dia de Nova Zelândia! Hoje é dia do Sauvignon Blanc! “New Zealand Sauvignon Blanc Day!”

New Zealand Wine Growers, Associação de produtores de vinhos da Nova Zelândia, promove o Dia do Sauvignon Blanc no dia 6 de maio, em diferentes cidades do mundo.

A noite começou com a chegada de jornalistas, sommeliers e formadores de opinião. E com a incrível e irreverente palestra da Alexandra Corvo, uma expert no assunto.

Essa linda região tem em sua recente história vínica, uma casta que virou referência em vinhos neozelandeses, a Sauvignon Blanc.

Os primeiros vinhedos nessa região tão austral, foram plantados na Ilha Norte. Somente depois de décadas, aproximadamente na década de 1970, é que os primeiros vinhedos foram plantados na ilha Sul. Uma região com solos e climas diferenciados da região Norte da Ilha.

Mas estamos aqui para falar da mais reverenciada uva da Nova Zelândia. A Sauvignon Blanc, que no lado Sul da ilha e nas regiões mais frias, como Marlborough, representa uma boa parcela dos vinhedos desta casta, tendo assim um maior destaque.

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Com aromas cítricos intensos ou com mais mineralidade, os vinhos desta casta vem ganhando um lugar muito especial no mundo.

O Sauvignon Blanc representa 85% de todos os vinhos exportados no país. A Nova Zelândia exportou o equivalente a NZ$1.5 billion de vinhos em 2015, e o objetivo da NZ Wine é chegar a $2 billion até 2020. O Brasil é o maior mercado ( informações vinda, do próprio consulado da Nova Zelândia).

O evento contou com a participação de 7 importadoras, que apresentaram 13 marcas diferentes aos convidados presentes.

O grande destaque da noite, foi para o Brancott Estate Letter Series “B” Sauvignon Blanc. Um vinho que se diferencia pela sua produção, somente é elaborado em safras especiais, e tem uma leve passagem em barrica de carvalho.

A dica é: Hoje é sexta feira dia de comemorar, brindar e degustar um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia.

Quem é rainha nunca perde a majestade

Quem é rainha nunca perde a majestade.

De quem estamos falando?

Chardonnay… Uma uva branca que tem suas origens na França, principalmente na Borgonha. Mas devemos lembrar que essa rainha tem sua grande importância na região de Champagne, onde entra no corte dos vinhos dessa região.

Ela se adaptou em quase todo o mundo, tanto no velho como no novo, mas em cada região, com aromas e sabores diferenciados. Pois cada local tem seu Terroir específico.

Para contar um pouco de sua história, essa majestade vínica tem as suas glórias, onde conta a história, nada mais nada menos que Carlos Magno I, no 800 D.C, consumia vinhos produzidos com essa casta. E temos até os dias de hoje, uma região importante que é Corton-Charlemagne, cujo o mesmo ordenou para ser plantadas vinhas, e ainda deu nome a região.

Mais um pouco de história, temos os monges cistercienses por volta de 1.200, que foram os primeiros a plantar essa uva na região de Chablis também na Borgonha.

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Já ficou claro, que como toda rainha… Tem várias histórias a serem contadas, em muitas regiões plantadas, e harmonizações fantásticas. Por conta disso faremos 3 posts sobre ela.

Sim, esse primeiro que tem a França, principalmente a Borgonha como grande foco.

As características dos vinhos brancos da Borgonha, produzidos com esse uva, são vinhos com um boa acidez, dependendo da região que é cultivada, gera vinhos de grande guarda, vinhos com uma classificação de Grand Cru.

Na região de Chablis ela tem 99% dos vinhedos, e gera vinhos com grande complexidade, aromas mais minerais, boa acidez, e também em alguns produtores grande potencial de guarda.

Para essa grande e surpreendente uva, vamos viajar pelos principais países que produzem vinhos, algumas vezes memoráveis como ela.

Próximo post, vamos falar mais sobre regiões e dar algumas dicas para aproveitar ainda mais essa Rainha das Uvas Brancas.

Ilustração da imagem destacada: Raquel Thomé (raquelthome.com)

A Arte da Degustação

A arte da degustação. Sempre começo meus textos com uma breve pergunta ou uma constatação. Nesse caso nosso primeiro texto sobre a bebida de Baco é uma constatação.

“Degustar é uma arte”.

Sim, para muitos, acredita-se que esse momento é uma arte, uma forma de sentir o vinho de maneiras diferentes. Aromas, cores, sabores, texturas, harmonizações e temperaturas que despertam ainda mais nossos sentidos e nosso universo imaginário.

Enfim, se pensarmos dessa forma quase que lúdica, teremos essas sensações.

Mas nem sempre temos que buscar o romantismo ou sermos técnicos demais.

A arte da degustação é simplesmente prazer, como tantos na nossa vida.

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Nessa coluna vamos abranger muitos assuntos, como uvas, harmonização e dicas.

Mas quando o vinho está na taça o mais importante é gostar de vinho, sem tentar ser um especialista nele. O mundo todo, praticamente, consome essa bebida. E pode acreditar… a arte não está só em degusta-lo. Ela vem desde a colheita, vinificação, e por que não dizer, na sua venda quando ficamos encantados com uma história, uma uva, um conceito.

Escrever sobre vinhos é uma viagem através de seus países e origens.

Enfim, poderíamos ficar a descrever essa arte por vários posts, mas essa não é a ideia. A cada post, vamos viajar para os quatro cantos do mundo, com um só objetivo…

“Degustando a gente se entende”.

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E para fechar, um breve poema, e devo confessar, o meu preferido sobre a bebida.

“Devemos andar sempre bêbados.
Tudo se resume nisto: é a única solução.
Para não sentires o tremendo fardo do tempo
que te despedaça os ombros e te verga para a terra,
deves embriagar-te sem cessar.
Mas com quê?
Com vinho, com poesia ou com virtude, a teu gosto.
Mas embriaga-te.
E se alguma vez, nos degraus de um palácio,
sobre as verdes ervas duma vala,
na solidão morna do teu quarto,
tu acordares
com a embriaguez já atenuada ou desaparecida,
pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio,
a tudo o que se passou, a tudo o que gemeu,
a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala,
pergunta-lhes que horas são:
São horas de te embriagares!
Para não seres como os escravos martirizados do tempo,
embriaga-te, embriaga-te sem cessar!
Com vinho, com poesia, ou com a virtude, a teu gosto”

Charles Baudelaire.