Cevando o Amargo, o mundo da IPA – India Pale Ale

Cevando o Amargo, o mundo da IPA – India Pale Ale. Como diz o grande e incomparável Lupicínio Rodrigues… Cevando o Amargo. Hoje dedico meu post a ela, IPA – India Pale Ale e seu amargor, mais que sedutor.

Mas calma, na música ele remete ao amargor triste, da perda do amor. Aqui não, vamos falar como esse estilo vem ganhando espaço no coração dos cervejeiros.

Um pouco de História… Esse estilo surgiu na Inglaterra, IPA – India Pale Ale. Durante a colonização da Índia, os ingleses navegavam durante dias e a cerveja que era armazenada geralmente dentro dos navios, oxidava. Para que isso não acontecesse, a mesma recebia uma dose extra de lúpulo, que a tornava mais aromática, além do lúpulo fazer um ótimo papel como conservante da cerveja. Isso quer dizer que ela durava mais, além de ter um teor alcoólico mais alto.

O tempo passou e esse estilo de cerveja foi ganhando um grande espaço, principalmente no Brasil. Cervejas mais aromáticas, com uma coloração que pode variar para o mais avermelhado, onde cada cervejaria traz sua personalidade bem marcante.

Abaixo algumas sugestões:

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Innis & Gunn Toasted Oak IPA:
Uma cerveja com bastante presença de lúpulo, elaborada com uma técnica de produção em que o lúpulo é adicionado em 3 pontos diferentes do processo, para aumentar a sua característica de amargor. Além disso, há a maturação em barricas de carvalho tostadas, para remeter ao sabor das cervejas dos anos 1800. Simplesmente uma cerveja deliciosa. Para quem nunca provou uma cerveja nesse estilo, aqui fica uma dica.

Dama Bier India Pale Ale (IPA):
A Dama India Pale Ale possui cor âmbar, com a presença do lúpulo muito mais marcante. Seu aroma cítrico, frutado e sedutor, convidam para mais um gole. Na boca, ela é equilibrada, mas a presença do lúpulo bem evidente, mais amargor e persistência. A harmonização acontece com comida indiana, mexicana, carne suína e queijos como Gouda ou Maasdam.

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Blondine IPA Horny Pig Session – Brasil:
Uma cerveja com personalidade, com lúpulos de aromas mais frescos e cítricos, na boca apresenta um amargor bem pronunciado. Harmoniza com pratos asiáticos.

Dia dos namorados em época de crise

Dia dos namorados em época de crise. Sim, o país está em crise, mas não deixaremos isso atrapalhar nosso amor, nesse dia especial de comemorar bem juntinhos com quem amamos e queremos sempre ao nosso lado.

Meu post se dedica a essa data, tão cheia de beijinhos e carinhos sem ter fim, como dizia o grande poeta Vinicius de Moraes.

E como fazer essa data ser inesquecível com pouco dinheiro, às vezes quase nenhum?

Todos nós sabemos que em geral todos os restaurantes, bares, e outros locais ficam cheios de filas, e com menus que nem sempre cabem no nosso bolso. Pensando nisso segue algumas sugestões de harmonizações, para jantares super charmosos e elaboradas em casa mesmo.

Sim, em casa…

Com uma boa trilha sonora, com direito a luz de velas e menu harmonizado com vinhos, para os enófilos, ou com cerveja, para os amantes cervejeiros.

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Para as entradas, ou para um brinde à primeira sugestão fica com o vinho ou cerveja. Um espumante, ou uma cerveja mais leve como uma Witbier.

Vamos ao jantar

Risotos: A sugestão vai para os risotos, com esse clima de quase inverno esse prato mais estruturado pela manteiga utilizada, e pela escolha dos ingredientes. Vamos optar por um de cogumelos, pode ser de Shitake e Shimeji, pois são cogumelos fáceis de achar. Para os enófilos, os vinhos escolhidos são um Pinot Noir, de médio corpo uma boa opção é o chileno Céfiro da Viña Casa Blanca, ou um vinho com a casta Nebbiolo do Piemonte. Já para os cervejeiros, uma ótima escolha vai para as Doppelbocks, uma opção é para a Salvator da grande cervejaria Paulaner, com um sabor intenso vai ser um clássico.

A sobremesa: Fácil e rápida uma calda de frutas vermelhas (dê preferência às frescas) com sorvete de creme. Para harmonizar um vinho doce mais leve, podemos optar por um Porto Ruby, que as frutas vermelhas predominam. E para as cervejas, uma Fruit Lambic, uma cerveja da escola Belga, com adição de frutas inteiras. Dê preferência à cereja nessa harmonização.

Vamos lembrar que essa sugestão, com poucos pratos é para o dia dos namorados, e que ainda temos uma longa noite pela frente, se é que me entendem…

Tenham todos um ótimo dia dos namorados, e o mais importante de tudo isso, é o amor!

E degustando a gente se entende!

Ilustração da imagem destacada: Raquel Thomé (raquelthome.com)

Em nome do amor…

Em nome do amor…

Uma viagem às cervejas belgas… E os grandes momentos a dois.

Sim, eu sei que não estamos no dia dos namorados e nem tão próximos. Mas porque temos que escrever sobre o amor somente nessa data? Resolvi mudar e dedicar esse post aos tantos estilos de casais.

A harmonização vai ser diferente. Não vai ser por estilo de casal, mas sim por momentos vividos a dois.

Imaginem o primeiro encontro, quando temos mil expectativas na cabeça. Ele pode ser o mais esperado ou simplesmente algo mais ocasional. Para esse momento sugiro uma Witbier leve, refrescante e aromática. Podemos passar horas provando, onde a cada copo ela vai surpreender, assim como deve ser o primeiro encontro de um casal, com gostinho de quero mais.

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Para um aniversário de namoro, podemos escolher algo mais marcante, pois é sempre muito bom, lembrar cada ano passado juntos. É como daqui uns anos olhar para trás e dizer a celebre frase:

Lembra-se daquele nosso aniversário?

Para esse momento, uma Tripel. Clássica cerveja Belga, com aromas mais frutados, coloração dourada e no paladar mais cítrico, com corpo médio vai harmonizar com carnes brancas e risoto de aspargos frescos. Mas vale lembrar que seu teor alcoólico fica em torno de 8%. Então vá se preparando para uma noite mais quente.

Para fechar com chave de ouro e lembrando que se Deus quiser, o frio vai chegar aqui em São Paulo, vamos dedicar esse momento a dois, a uma lareira, uma casa de campo na serra, onde casais se entrelaçam e se abraçam até o frio passar.

Uma cerveja com mais corpo, sabores da tosta do malte, de coloração mais escura, vai tornar sua noite de inverno muito melhor. De quem estou falando?

De uma Stout, que vai harmonizar perfeitamente com queijos de massa dura. E vamos lembrar que é a harmonização perfeita para chocolates.

E por aqui vou finalizando meu post dessa semana, pois se o amor é bom, com cerveja é bem melhor.

Ilustração da imagem destacada: Raquel Thomé (raquelthome.com)

A Páscoa acabou, e quanto chocolate sobrou…

A Páscoa acabou, e quanto chocolate sobrou…

Sim, esse é o tema dessa semana: Harmonização de cervejas e chocolate.

Vamos falar dessas duas paixões. Com aromas, sabores, estilos e recheios, temos uma enorme gama de chocolates, cada qual com sua característica. Mas vale a dica… As cervejas escuras como as Porters e Stouts têm maiores e melhores chances de harmonizar . E vale lembrar que não somente desses dois estilos vivem as harmonizações.

E para saber com que cerveja harmonizar, segue abaixo algumas sugestões :

Chocolates Brancos

Vamos começar com os brancos, com a sua doçura e podendo conter frutas como recheios. Para esse estilo de chocolates, uma Fruit Lambic, as cervejas da escola Belga. Com uma boa acidez, aromas e sabores doces, essa cerveja de fermentação espontânea, vai casar perfeitamente… Vale muito a pena degustar.

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Chocolates ao Leite

Doces, os mais consumidos e procurados, tanto em ovos de páscoa como bombons, barras e sobremesas.

Para esse tipo de chocolate temos alguns estilos de cervejas. As escuras, são as minhas escolhidas.

Uma boa dica são as Sweet Stout. Cerveja com aroma e sabor mais acentuado da torra do malte, aromas de chocolate e café. Será uma harmonização perfeita.

Chocolate com uma graduação maior de cacau, 60% ou mais

Para esse tipo de chocolate de preferência às cervejas mais alcoólicas, de sabor mais forte, com aromas de chocolate e malte torrado. As Imperial Stout, as Abbey Dubbel e as Porters são ideais para acompanhar sobremesas, chocolates amargos.

São tantas opções, que vale a pena lembrar para os amantes dessa bebida, que o mais importante é degustar, apreciar estilos e escolas diferentes.

Porque degustando a gente se entende!

Ilustração da imagem destacada: Raquel Thomé (raquelthome.com)

A Cerveja na Quaresma

A cerveja na quaresma. O que tem a ver uma coisa com a outra?

Nos dias atuais, não nos remete a nada. Mas há aproximadamente 400 anos sim, a cerveja fazia parte não só da quaresma, mas da alimentação dos monges.

No último post, viajamos pela história dessa bebida milenar e paramos na Idade Média. E a partir daí vamos continuar. Começando a falar sobre a água, que muitas vezes não era potável na Europa. Sendo assim, o consumo de vinhos e cervejas era considerado alimento para os monges e para a população.

Na época da quaresma era feito um jejum, onde os monges somente poderiam consumir alimentos líquidos. E foi graças a esse jejum, que um estilo de cerveja se consolidou, sendo considerado “o pão líquido“, que é consumido até hoje.

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A Paulaner, uma das principais cervejarias mundiais, nasceu na Ordem de São Francisco de Paula, por volta do século XVI na Alemanha. Dando origem às primeiras Doppelbocks. Cervejas cuja receita é mantida até os dias atuais.

Uma das principais cervejas nesse estilo, Paulaner Salvator, é a nossa dica da semana. Uma cerveja de coloração caramelo, de media intensidade, com aromas de frutas secas, como avelã e nozes. Possui corpo mais intenso, com teor alcoólico maior e é dona de tamanha elegância e grande complexidade.

Harmoniza-se com carnes de sabor mais forte. E também, não deixe de provar com sobremesas a base de chocolate. Valendo lembrar que estamos muito próximos da páscoa.

E como o lema é degustando a gente se entende. Não deixe de mandar seus comentários e como ficou sua harmonização.

Prost!