Coluna da Zá – Harmonizando Música e Bebida

Não sei se pra todos é assim, mas pra mim bebida e música se complementam de uma forma bem interessante e gostosa.

Eu sempre gostei de ter trilhas sonoras para pequenos momentos da vida, seja para lavar louça, andar no parque, trabalhar e quase sempre pra beber.

foto coluna Zá

Nunca vou me esquecer de um momento na vida em que eu, depois de uma desilusão amorosa (quem nunca?), sozinha em casa, decidi abrir uma garrafa de vinho e colocar tudo quanto é urucubaca e coisa ruim pra fora. Como fiz isso? Coloquei pra tocar um dos grandes discos da história da música e também um disparador de lágrimas e drama muito eficiente: “O Inimitável” – Roberto Carlos.

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Acho que foi uma das combinações mais certeiras para aquele momento de fossa maior.

E é dessas combinações que estou falando, música e bebida têm tudo a ver e se você acerta a mão, é incrível.

Rolou até uma Pesquisa da Heriot Watt University que conclui que enquanto se degusta um vinho, a música que ouvimos influencia na percepção do sabor.

Sempre tento imaginar o que os artistas que eu costumo ouvir gostam de tomar enquanto escrevem, tocam, enfim.

Por isso proponho um exercício, vamos tentar imaginar o tipo de bebida que combina com cada estilo? Vamos a algumas tentativas?

O que dá vontade de tomar ouvindo essa pérola doída?

E esse tranco aqui?

Que gosto quer sentir com essa delícia?

Dá pra pensar em tanta coisa, né? E isso que acho legal, a música traz milhões de sensações, desejos e te leva pra muitos lugares. Dependendo do lugar que os acordes nos levam, sentimos gostos diferentes, texturas, odores.

Por isso eu recomendo que façam essa experiência pelo menos uma vez por semana, se deixem levar pela música e pelos goles. É uma viagem deliciosa.

Por Zá

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Coluna da Zá – Música no Boteco

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Esses dias recebi o convite da Carol de escrever sobre música por aqui e topei na hora! Falar sobre música e dividir música é respiro pra mim. Brigada, meninas!

Acho que o convite veio porque a Carol sabe bem a amiga cervejeira que tem. Depois porque, pra mim, não existe maneira de desvincular todo o meu processo musical de uma boa bebida. Lembro sempre das minhas primeiras composições, a ideia sempre surgia depois de uma taça de vinho, numa conversa regada a cerveja com as amigas, uma fossa bem afogada. Enfim, ela estava lá. E vai estar aqui.

Bom, minha relação com a música vem de pequena (aquela história de sempre), meu pai e minha mãe colocavam vinis incríveis todo dia pra gente ouvir. No meio deles lembro de Bob Marley, Pretenders, Neil Young, Beatles, enfim… Coisas que acho que só começaria a ouvir depois de velha, se não fosse por eles.

Mas cantar? Cantar eu não queria não, minha mãe insistiu pra me colocar na aula de canto e eu achava cafona. Nessas horas consigo enxergar o lado bom do sangue quente dela.

Fui fazer minha primeira aula e a professora, sentada no piano, me pediu: cante o que você mais sente vontade agora. E cantei “Perfect” da Alanis, isso me lembra que adoraria cantá-la denovo hoje em dia.

Depois desse dia foi um longo caminho que não está nem perto de terminar. Descobrir o que eu quero de mim, saber quem eu sou como artista e o que eu gostaria de dizer pra quem me ouve, é uma baciada de coisas que todo artista deveria ter bem claro. Eu assumo que ainda não tenho, mas a busca tem sido deliciosa.

Gravei um EP em 2010, trabalhei nele, fiz alguns shows e parei. Por quatro anos.

Daí não deu mesmo, voltei a me embrenhar na música mas agora com outra vontade, a de continuar e não parar mais. Sem pretensões maiores do que eu, que me paralisem. Quero cantar, é isso.

E por aqui vou dividir um pouco do meu gosto pela música e por descobrir que tem mais um monte de gente pelo mundo querendo fazer exatamente a mesma coisa que eu. Vamos descobrir juntos o universo da música no boteco?

 

Por Zá

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