Sobre Sair para Beber Sozinha

Há tempos eu saio para beber e viajar sozinha. Tudo começou quando eu cansei de esperar amigas que nunca quiseram sair do estado e namorados que nunca houveram, para daí então poder fazer algo que eu realmente quisesse. Tirei o bandaid e aceitei que adorava ficar um tempo sozinha quando tinha 19 anos e desde então venho fazendo ambos independente de onde more ou de onde visite. Porque conhecer bares e lugares diferentes são duas coisas deliciosas, juntas elas ficam perfeitas. Não confunda liberdade pessoal com introversão, por gentileza, durante esse post.

2Acontece que não é lá muito comum fazer isso. Esse post era para sair daqui um tempo (quando eu já tivesse abarcado mais álcoois e lugares legais para visitar), mas resolvi publicar antes por motivos de: “não está sendo fácil sair para beber sozinha”.

Veja bem, não sou uma pessoa que chama atenção: não tenho mais que 1,60m , sou discreta (já cheguei a ir a um mesmo bar 2x na mesma semana durante 2 meses, me sentar no mesmo lugar e ser atendida pelas mesmas pessoas que jamais se lembraram da minha existência, até que um deles notou que eu sempre pedia a mesma coisa – Old Fashioned sempre às quintas) e séria, mas nem isso ajuda na hora de sair para beber sem companhia.

E vamos ao real motivo pelo qual estou abrindo aqui o corazón: qual o problema de uma mulher se sentar sozinha em um bar e pedir algo para tomar?

Dentre as poucas vezes que me atrevi a fazer isso por São Paulo ou fui assediada, ou indaga se não tinha amigos, ou se estava de coração partido e até mesmo se estava caçando (nessas palavras). E surpreendentemente não foram só homens que fizeram isso, muitas mulheres me olharam feio entre as vezes que cheguei sozinha e sai sozinha de um bar.

Pude até ter sido ingênua das primeiras vezes. Morei em uma cidade que isso não era comum também, mas pelo menos as pessoas me respeitavam. Afinal, a vida tá aí pra cada um ser feliz fazendo o que julga coerente e que traz, ainda que seja, um pequeno momento de felicidade. E independente de crenças ou filosofias, você há de concordar comigo que o tempo cada vez passa mais rápido (alguém aí viu Junho passar?).

Eu também não sou dessas que tem medo de cara feia, minha família é italiana (cara feia pra gente é fome), mas uma experiência que poderia ter sido minimamente tranquila e sem maiores desafetos acaba se tornando uma chateação sem fim (qual a necessidade?).

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Uma das últimas experiências que tive aqui foi em um restaurante-bar de Pinheiros. O bartender não sabia direito como lidar com o fato de ter uma menina sentada a sua frente sem uma amiga ou alguém a tiracolo, fui sincera e abri o jogo com ele: não se preocupa comigo porque eu adoro ter um tempo sozinha. Até aí eu entendo (sério) e não ligo (muito) de justificar o propósito de estar fazendo aquilo se vai deixar o menino mais tranquilo para me atender e/ou bater um papo descontraído. Mas vamos combinar que eu não precisaria fazer isso.
Mas daí, amigos, apareceu a hostess do lugar. A cidadã me perguntou, acreditem, 3 vezes se eu estava sozinha e se iria ficar sozinha. Não satisfeita, foi para trás do bar, falou com o bartender olhando para mim e ficou me encarando durante o tempo que permaneci no lugar. E ainda ficou desconjurada quando comecei a balançar o pé ao som dos Beatles que tocava como música ambiente por lá. Pelo jeito estava eu infringindo regras.

Quando ela sumiu do mapa e eu jurei que o desconforto houvesse passado, chegou um casal no estabelecimento. Não haviam cadeiras disponíveis para ambos se sentarem a não ser as duas banquetas que estavam ao meu lado. Os dois somente se sentaram quando me afastei um pouco das duas banquetas e inclinei a minha mais em direção a parede. A mulher se sentou ao meu lado e o namorado dela ao lado. Não sei a real intenção e não me julguem se estiver sendo “inocente, não sabe de nada”, mas a menina se sentou de costas para mim. Fiquei constrangida e o bartender, já meu amigo, se sentiu incomodado. Desconcertado, ele até me ofereceu um drink da casa – sem custo e um “desculpa moça, mas não é todo dia que uma garota sai sozinha para beber drinks no meio da tarde”.

A real é que essa foi uma das várias vezes que saí para beber sozinha. Poderia ir a uma livraria, no Ibiraquera ou até mesmo ao cinema, mas o fato de ser um bar tá errado. Eu não ligo para cara fechada e tem bares que são mais ou menos propícios para se fazer isso, mas ser mulher e ir a um bar sozinha ainda é um tabu (tabu ainda mesmo entre nós, mulheres).

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Acho um saco ter que ficar me justificando cada vez que alguém me pergunta: tá sozinha por que? Gente, passa pela cabeça de alguém que eu quero ficar no meu canto? Sou dessas que tem preguiça de falar às vezes e adoro observar o movimento ao meu redor. Acho incrível ver pessoas sorrindo ou até mesmo tendo discussões acaloradas e me lembrar de coisas gostosas, é meu jeito de sentir a vida transcorrendo.

 

Muita gente tem mania de confundir a solidão com tristeza. Foi para o cinema sozinho? Porque ninguém quis ir contigo. Foi jantar sozinho? Coitado, que dó. Foi para o bar beber sozinho? Tá de coração partido. Ou a coisa é inversamente oposta: tá caçando, tá querendo, tá fácil.

Eu fui criada sabendo que ninguém iria realizar meus desejos por mim e que ninguém paga minhas contas no final do dia para julgar se meu dinheiro vai ser melhor gasto em uma bolsa ou em um drink numa quinta-feira de noite, em um bar sozinha.

Sei também que muita gente não gosta dessa exposição, não é lá tão fácil sair sozinha e desfrutar sua própria companhia, mas amigos, por favor, deixem em paz quem consegue/pode fazê-lo.

 

Crédito das fotos: Carolyn (http://ceaphotographs.blogspot.com.br/2012/12/portland-clyde-common.html).

Por Amanda  Mormito

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Coluna da Amanda Mormito – 5 Tragos Easy Drinking para Começar a Beber

A ideia desse segundo post é falar sobre como começar a beber drinks. A verdade é que não existe regra e cada pessoa é um mundo a parte, além disso você deve esquecer a premissa de que x drink é de mulher e x drink é de homem. Isso não existe.

Mas é importante ressaltar que alguns drinks são mais comercias sim que outros. Não adianta ir a um restaurante que atende um publico eclético e achar que seu Negroni vai vir perfeito, expectativas reais, beleza?

Tendo isso em mente, esses drinks comerciais são um bom começo para o mundo da coquetelaria. Geralmente, um restaurante mais legal com uma abertura interessante pra drinks e afins tem um menu bom para isso. Três exemplos que eu adoro: o restaurante Side no Itaim Bibi em SP, o restaurante Volta no Rio de Janeiro e o Gran Bar Danzon em Buenos Aires. Claro que tem mais, mas esses três refletem, pra mim, essa bela combinação de comida com drinks. Não, eles não vão ser os melhores drinks da sua vida, mas são menus que trazem receitas legais e que eu apelidaria de easy drinking.

Meninas no Boteco - Amanda Mormito no Danzon

O Side tem um menu bem legal de gin tônicas, por exemplo. Apesar de gin ser uma baita bebida, é versátil e te propõe drinks mais comfort como também joga na composição de um mais classudo e forte. Qualquer gin tonic é legal pedir para quem não esta acostumado com essa drinkagem toda. Os gins que eu mais gosto são o Tanqueray e o Hendricks, mas isso é gosto pessoal, confesso. E ser capaz de escolher entre uma marca ou outra requer de muito provar, mas não é algo para se preocupar no começo. Massss, se, por via das dúvidas, você for a um bar mais engajado no assunto, essas duas marcas não tem erro. Não, esse post não é patrocinado por essas marcas ahaha.

Já o Volta no Rio tem um menu delicioso e bem estudado pelo bartender Jean Ponce, ex D.O.M. As composições trazem a tona ingredientes brasileiros que casam muito bem com a proposta do lugar e os drinks são pensados para qualquer público, o que traz uma proposta mais simples, porém bem pensada.

Tirando esses lugares do foco, não é difícil encontrar um Aperol Spritz nos menus e um drink ou outro mais clássico em diversos lugares. O Negroni está na moda, mas não é um trago que eu julgo ser para iniciantes. É legal desfrutar a bebida que você está tomando independente de qual seja, uma caipirinha bem feita, por exemplo, não deixa de ser uma bela pedida, assim como uma Margarita. O seu paladar vai acostumando aos poucos e você vai se familiarizando com as bebidas a medida que for conhecendo mais. O que é interessante é não ter medo de errar e se jogar mesmo nas diversas barras que temos por aí.

Meninas no Boteco - Apperol

Entonces, separei aqui cinco drinks (fora Margarita, Gin Tonics, Caipirinha) que me ajudaram a começar nesse mundo. Eles não só poderiam ser chamados de comerciais, como também “Easy Drinking”. Alguns deles são clássicos, outros não, porém são drinks difíceis de não serem amados e aptos para qualquer público.

Daiquiri, para fãs de Rum

O que vai? Rum, limão e açúcar.
De onde veio? Cuba. Uns dizem que um empresário famoso da região de Santigo de Cuba, lá por volta de 1.800, ficou sem gin enquanto fazia seus drinks para receber seus amigos americanos, então ele colocou o rum local, Bacardi, no lugar. Outros dizem que foi para tratamento medicinal e que logo foi crescendo na região pelo fácil acesso que qualquer pessoa tinha ao Bacardi. O fato é que se bem o drink nasceu em Cuba, a personalidade que mais amou o trago no mundo foi nada menos que Hemingway, e ele tem até versão própria do mesmo que vai marraschino e grapefruit.
Dica: o Bar Boca de Ouro em SP tem um delicioso das mãos do bartender Arnaldo (acompanhado de um bolovo).

Meninas no Boteco - French 75

French 75, para fãs de Champagne

O que vai? Gim, champagne, limão e açúcar.
De onde veio? Paris, 1915 – Harry’s New York Bar. Existem algumas versões para a sua criação, mas basta saber que a essa época o champagne era moda e mais ainda a sua taca. O bartender a frente do Harry’s New York Bar a época – Harry MacElhone, elaborou esse drink para o seu público que era composto, em sua maioria, por norte americanos. Sendo assim, anos mais tarde o drink ficou famosão nos EUA.
Dica: um drink clássico merece um bar clássico, se tiver oportunidade vá até o Harry’s Bar em Paris.

Mint Julep, para fãs de Uísque

O que vai? Bourbon, menta, açúcar e água.
De onde veio? Sul dos EUA no século XVIII devido a grande expansão do uísque local.
Dica: o bar BASA em Buenos Aires em um Mint Julep incrível e também algumas variações legais.

Moscow Mule, para fãs de Vodca

O que vai? Vodca, limão, Ginger Beer.
De onde veio? Foi inventado em 1941 nos EUA, em NYC. O nome se dá pela vodca ser um produto russo.
Dica: NYC é uma das cidades de melhor coquetelaria no mundo, o PDT está entre os must-go da cidade.

Meninas no Boteco - Hendricks

HENDRICKS, Chá infusionado, para fãs de Gim

Ok, aqui fugimos a regra. Não é um drink específico porém é uma tendência legal ver chás sendo infuzionados no gim (eu particularmente AMO).
Dica: um bom gim para combinar com chá é o Hendricks. Alguns bares tem até suas porcelanas personalizadas (exemplo: Officina em Curitiba) que acompanham xícaras de chá, uma bela experiência que lembra o 5’o Clock Tea.

Por Amanda  Mormito

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Coluna da Amanda Mormito – Sobre Coquetelaria: a Iniciação

Foram 9 anos vividos em Buenos Aires, mas apenas 4 meses para aprender a adorar tudo o que um bar pode proporcionar, algo que vai além de uma bebida bem executada, uma experiência gostosa cheia de lembranças. Eu tinha 19 anos quando comecei a frequentar bons bares, com boa coquetelaria. Apesar dessa iniciação ter começado com um ex namorado e um ex ficante, não tenho porque retirar a importância do bar que exerceu nesse meu gosto pessoal, grande importância nessa trajetória etílica.

Apesar de no começo ter sido sim um pouco preconceituosa com tragos e seu universo (afinal ninguém sai amando e tomando um Old Fashioned do dia para noite, uma vez por semana), foi a cultura de bar que me fez ver que, na realidade, aquela caipirinha que eu sempre pedia e – “como mucho” – o Sex on the Beach não eram um terço sequer do que eu poderia chegar a provar de um menu de drinks.

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Voltando a Buenos Aires, foi o Frank’s Bar que despertou a minha paixão por cocktails. O speakeasy mais famoso da América Latina foi minha casa desde 2010. Me lembro que naquela época era impossível até mesmo encontrar o bar, não existiam dicas de senhas, nem muito menos páginas nas redes sociais que delatavam as mesmas. Era necessário ser amigo de alguém lá dentro. Não me perguntem como, mas fui parar lá e depois que achei não quis mais sair.

Todas as quintas-feiras eu me sentava no mesmo lado do balcão e pedia algo diferente para provar. Aos poucos fui conhecendo cada bartender e fiz amigos de barra também. Não vou mentir dizendo que foram os cocktails que me apaixonaram logo de cara e sim toda a experiência. Tive sorte, de qualquer maneira, de cair em um bar repleto de profissionais excelentes e álcool de boa qualidade, porém era o conceito todo que me fascinava (e me fascina até hoje).

Sempre que me perguntam porque eu amo drinks tenho várias respostas na ponta da língua. Primeiro eu gosto do sabor. Um trago bem elaborado requer preceitos de cozinha também: é preciso harmonizar, pôr a dose certa de cada componente, ter uma apresentação legal (ainda que não seja primordial). Não dá para sair colocando tudo sem testar, sem provar. Um bom trago precisa ter qualidade.

Costumo dizer que drinks são sensíveis. Tem que saber a ordem certa de pôr cada álcool, o momento correto de refrescar um copo e sentir a temperatura ideal que a coqueteleira te avisa. Não é simplesmente pegar tudo, misturar e servir, longe disso. Aos poucos, seu paladar vai acostumando e deixa de ser algo tão complexo de entender.

Sempre quando uma pessoa me diz que não gosta de drinks eu pergunto se já provou um trago de verdade. Eu acredito, de verdade, que não é possível não existir um drink bem feito, que até o mais exigente não goste e que não atenda até aos paladares mais chatos da vida. Há tanta variedade de álcool e de misturas nesse universo que a gente poderia passar a vida toda comentando sobre. O que falta é a popularização do setor.

Um bom exemplo é o Dry Martini, conhecido por ser famoso nos filmes do 007, é um drink que todo mundo conhece, mas é para iniciados. Não adianta nunca ter pisado fora da zona de conforto da caipirinha para chegar em um bar e pedir um desse. Para paladares ainda não avançados é legal começar com drinks cítricos a base de vodca e depois gin, drinks mais doces e frutados nos quais o álcool sozinho não é a grande estrela da composição.

Não é controverso começar a tomar cocktails gostosos que não tenham sabor a álcool. Pelo contrário, há bares e menus com excelentes opções de Gin Tonics, por exemplo, que são um belo começo e reinam mundo afora.

Me lembro bem que antes de me aventurar por drinks mais amargos, meu preferido era o Ginger Martini, uma combinação de vodca, licor de gengibre e suco de limão. Os ingredientes são simples, se você pensar separadamente limão e gengibre dão um belo suco que não tem como ficar ruim e dentro da seleção coqueteleira, a vodca tem um sabor neutro e é tão versátil quanto uma calça jeans.

Ainda que o Ginger pareça um drink simples, a vodca é bem versátil. Outro drink que provei recentemente e que achei uma bela iniciação é o Ketel One Jerry Collins, com xarope de hibiscos, limão siciliano, soda, manjericão, amêndoas e algas marinhas para finalizar. Jairo, autor do drink e head bartender do bar The Sailor, pub consagrado de São Paulo, disse que o drink se parece a um aquário para homenagear Jerry Colins (tatuador norte americano reconhecido que amava desenhar coisas náuticas). A vodca Ketel One aqui é uma das preferidas dos bartenders. E de novo, se separamos ingrediente por ingrediente já dá para sentir que o drink vai atender paladares mais docinhos pela presença do xarope de hibiscos, limão e soda. Os outros elementos da bebida vão dar um toque mais secundário a mesma e faz parte do jogo tentar encontrar seus aromas e sabores quando degustar a bebida.

The Sailor
Segundo ponto pelo qual amo drinks. Dentro do universo alcoólico, o bartender é, entre poucos profissionais, uma pessoa que tem sim o poder de convencer seu público a tomar algo do menu. Um bartender tem a chance de se aproximar ao seu cliente, incorporar até um personagem sedutor, papel que um sommelier de vinhos ou cervejas talvez não tenha tanta liberdade e espaço para fazer. O que eu quero dizer é que poucos profissionais do meio têm tão fácil acesso ao seu público como um barman, e é necessário usar isso a favor. Uma boa conversa ou uma atenção especial muda completamente uma experiência, até mesmo a chegar no ponto de querer ir a “x” bar porque “x” bartender vai estar.

A figura do barman também é algo que acredito deva ir mudando aos poucos. Antes de tudo existe o respeito e a admiração pelo o que os caras fazem, logo depois a certeza ao saber que dependendo do teu dia, a pessoa pode te proporcionar uma baita de uma experiência.

Longe de querer fazer propaganda de marca, a Tanqueray tem uma bela publicidade sobre o papel dos bartenders dentro do nosso universo. As cenas igualmente se passam em um bar de Nova Iorque, uma cidade referência no assunto que já tem um público bastante iniciado no quesito. É legal ver através desse vídeo o conceito de um bartender aos olhos dessa clientela.

Apesar do vídeo ter um apego comercial fundamental, deixa bem explícito que uma boa noite em um bar se deve muito ao bartender, é interessante ver esse lado da experiência.

Falando de experiência então, esse é o terceiro motivo pelo qual eu amo um drink. Assim como o sabor e o profissional tendem a valorizar o momento, um bar abre portas para muitas sensações. Isso vai depender da iluminação, música, ambiente, decoração do local, também.

A experiência é o que você vai mais lembrar e faz parte da venda de um produto como qualquer outro item importante. Ainda vou dedicar um post inteiro a explicar sobre isso, mas por hoje basta saber que tão importante quanto ter um trago bem executado é ter um conceito que o abrace. Um trago sozinho se não houver uma boa ambientação é tão incompleto quanto um bar lindo que não executa bem os drinks do próprio menu.

Entre tantas premissas, o fato é que nossa coquetelaria é algo novo. Vem surgindo aos poucos e deve levar anos até se tornar referência. A classe vem enfrentando suas primeiras reações, pré-conceitos e divergências e é difícil sair pedindo drinks clássicos se você não sabe ao menos entender o que vem escrito em cada sugestão de trago de uma carta.

Agora, tão difícil quanto entender o que diz cada cocktail e sua composição é também achar quem o explique facilmente, sem detalhes técnicos e sem tornar o assunto menos atrativo para quem começa agora. Grande parte do desafio em popularizar esse segmento é mostrar para o público que ainda que os nomes soem longos e complicados, juntos podem trazer sabores únicos para cada mistura.

Resolvi fazer esse primeiro post de iniciação pra desmitificar um pouco mesmo essa parede que temos no universo dos tragos. E assim, devagar, poder apresentar drinks clássicos e não clássicos, de uma maneira bem desprendida, jovial e fácil de entender, principalmente. Prometo não gourmetizar meus posts haha, só evidenciar que ir a um bar e pedir um drink é mais fácil do que você imagina.

Vamos tentar quebrar – na medida do possível – um pouco do tabu que envolve esse meio (muito pela nossa cultura cervejeira tropical praiana) e abrir esse espaço para algo novo e igualmente incrível que cabe todo mundo.

Por Amanda  Mormito

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