Dia d@ Bartender com as Divas no Boteco

No dia 04 de outubro, é comemorado o Dia d@ Bartender, profissional que cria e serve drinks elaborados, como é o caso das divas Adriana Pino e Talita Simões, do restaurante Méz e Oguru Sushi & Bar, respectivamente. São elas as responsáveis por assinar as cartas dos espaços paulistanos, localizados no Itaim Bibi, e imprimir seus estilos únicos em suas criações.

Quando eu conheci a Adriana Pino, ela era a Menina no Boteco do Brown Sugar, e eu soube na hora que ela era muito mais que uma bartender incrível que gosta de um bom papo de balcão. A sintonia entre nós foi tão legal, que viramos amigas dentro e fora do boteco.

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Com 11 anos de experiência, Adriana Pino usa e abusa de bons ingredientes para traçar uma carreira de sucesso como bartender: simpatia e competência. Foi a primeira classificada para o World Class Brasil 2016 e agora ela é a Diva no Boteco do Méz, no Itaim Bibi, que abriu suas portas em abril para oferecer coquetelaria e gastronomia em ambiente de estilo nova-iorquino. Adriana prepara diariamente drinks exclusivos, clássicos ou tradicionais que já ganharam consagração e muitos fiéis. “Venho aperfeiçoando a arte da coquetelaria clássica e moderna, estudando e experimentando novas misturas, combinando sabores e descobrindo um mundo de possibilidades”, afirma Adriana.

Já a Talita Simões, eu conheci quando ela era a Menina no Boteco do Side, depois presenciei seu show de Gim Tônicas no G&T, e fui testemunha da carta de drinks sensacional que ela fez para o Town Sandwich Co. Agora ela desenvolveu a carta de coquetelaria e é a Diva no Boteco do Oguru Sushi & Bar, localizado na mesma região de São Paulo.

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A bartender é uma das mais renomadas do Brasil e sempre encara um novo projeto de maneira exclusiva, além de desenvolver um trabalho especial e raro, focado na experiência sensorial que as bebidas podem proporcionar. Em 2011, Talita participou da final do concurso de coqueteleira Diageo World Class, concorrendo ao título de melhor bartender do mundo e chegando em 2º lugar como a melhor de toda a América Latina. Além disso, a responsável pela carta de drinks do sushi e bar no Itaim faz parte também do comitê internacional de Londres que determina, anualmente, os 10 melhores bares do mundo.

Quer conferir o trabalho das duas de pertinho? Abaixo estão os detalhes dos estabelecimentos e, em breve, eu trago mais novidades sobre essas duas Divas no Boteco!

Méz

Endereço: Rua Dr. Mario Ferraz, 561 – Itaim Bibi

Telefone: (11)2538-8197

Horário de Funcionamento: Segunda-feira: das 12h às 15h (almoço); Terça, quarta e quinta-feira: das 12h à 1h (das 15h às 19h – apenas área do Terraço); Sexta-feira: das 12h às 2h (das 15h às 19h – apenas área do Terraço); Sábado: das 12h às 2h; e Domingo: das 12h às 17h.

Forma de pagamento: Aceita todos os cartões.

Capacidade: 100 lugares sentados + área externa

Valet: R$ 25

Facebook: www.facebook.com/mez.sp

Instagram: @mez.sp

Wifi Sim / Acessibilidade Sim

Oguru Sushi & Bar

Endereço: Rua Campos Bicudo, 141 – Itaim Bibi

Telefone: (11) 2609-2622

Horário de Funcionamento: Almoço de Segunda a Sexta das 12h às 15h; Sábado e feriados das 12h às 16h; Jantar de Segunda a Quarta das 19h às 23h; Quinta a Sábado das 19h à 00h; e feriados até às 23h.

E-mail: contato@ogurusushibar.com.br

Forma de pagamento: Visa, Master, Amex, Elo e Vale Refeição

Capacidade: 60 lugares

Valet: R$ 20

Facebook: www.facebook.com.br/ogurusushibar

Instagram: @ogurusushibar

Wifi Sim / Acessibilidade Sim

Quando a ressaca bota a gente pra pensar

Quando a ressaca bota a gente pra pensar.
“Eu nunca mais vou beber”. Quem aqui nunca repetiu essa frase alguma (trocentas) vez na vida? Para no final de semana seguinte estar lá, sem vergonha, tomando umas de novo? Mas tem também o caso daquelas esbórnias épicas que depois você não consegue nem ouvir o nome de determinada bebida pro resto da vida que o estômago já dá aquela revirada. E é disso que vou falar.
Nesses últimos tempos a timeline de todo mundo foi inundada pelo tema violência sexual. O estopim foi o estupro coletivo de uma adolescente por 33 homens. Este era um assunto que já estava na agulha há tempos e foi preciso um caso chocante – que eu não nem preciso repetir aqui – para a internet explodir em indignação, seguida de discórdia, passando pelo bafafá, chegando ao grande debate sobre a cultura do estupro.
Não vou me aprofundar no tema, nessa taça aqui só cabe o som, mas é interessante como as pessoas levantaram a bola sobre como as letras das músicas que ouvimos são misóginas e promovem a violência contra a mulher.
E não, não estou falando (só) de funk. Já li de um tudo: o pessoal apontando para a aparentemente inofensiva “Run for your life” dos Beatles, chamando atenção para a óbvia “I used to love her” dos Guns ‘n’ Roses (plmdds, não me venham com aquela história de que HER é o nome da cachorra do Axl) e posts comentando a tendência ao machismo de certas vertentes do metal.
Mas meus dois cents sobre o assunto é sobre a música U.O.E.N.O., do rapper Rocko, em que em um trecho da música SIMPLESMENTE é dito:
“Put Molly all in her champagne, she ain’t even know it
I took her home and I enjoyed that, she ain’t even know it”
Molly. Aquela droga. MDMA. Uma espécie de ecstasy.

Todo mundo aqui é crescidinha e sabe que tem que ficar esperta com o seu copo, mas uma música falando ABERTAMENTE sobre “nossa, que massa, vamos drogar a moça sem ela perceber, levá-la pra casa e tirar proveito disso”, não é lá a coisa mais agradável do mundo de se ouvir e dançar quando você é a garota na pista.
O trecho rendeu uma petição com 72 mil assinaturas pedindo para que a Reebok deixasse de patrocinar o rapper (o que deu certo) alegando que a música fazia referência aos “date rapes”. E Rocko, apesar de falar que “não, magina, onde já se viu, isso foi um mal-entendido, vocês interpretaram errado”, retirou o trecho da música para que ela pudesse ser tocada nas rádios, e depois desculpou-se publicamente.
Mesmo assim, a faixa possui no canal oficial do Youtube do rapper mais de 1.2 milhões de views, uma versão remix com mais de 13 milhões de views, quase 25 milhões de plays no Spotify e 0.7 milhões de visualizações no Shaazam.
O estupro não é uma questão de sexo, é uma questão de violência, poder. E ele existe bem antes do rock, funk, rap, hip-hop, punk, samba, metal. Mas na cultura, ele se encontra tão enraizado, que permite que letras assim (e outras bem piores) passem batidas ou sejam consideradas aceitáveis.
E eu pergunto, você, mulher, consegue ouvir uma música que promova violência sexual sem ficar com o estômago eternamente enjoado? Eu também não.
Ilustração da imagem destacada: Raquel Thomé (raquelthome.com)

Meninas Empoderadas no Boteco

Quem acompanha meu Instagram ou Snapchat (caronconi) já está sabendo que ontem à noite eu assisti ao filme She’s Beautiful When She’s Angry no Netflix. O filme fala sobre o movimento feminista nos Estados Unidos durante os anos 60, e que lembra um pouco da Primavera Feminista que vivemos aqui no ano passado.

Depois que o filme acabou eu fiquei pensando em como poderia ajudar no empoderamento feminino, e como sou habilitada pela Cambridge para dar aulas de inglês, tive a ideia de dar aulas de inglês para MULHERES por um preço promocional de R$25 a hora/aula, via Skype ou FaceTime.

Como eu tenho outros trabalhos, no poderei me dedicar exclusivamente para este projeto, por isso, vou dar preferência para as bartenders e beer sommelières que estão participando de campeonatos internacionais.

Mas se você é mulher e quer aproveitar esta oportunidade, mesmo sem estar competindo, entre em contato, tenho horários alternativos.

Para o público em geral, o valor da aula, via Skype ou FaceTime, é de R$125 a hora/aula. O valor da aula presencial é de R$150 a hora aula, para turmas de 1 a 5 pessoas do mesmo nível de inglês, e podem ser ministradas em São José dos Campos ou São Paulo.

Por mais Meninas Empoderadas no Boteco, na frente e atrás do balcão, TALK to ME!

Machismo no Boteco, até quando?

Em comemoração ao Dia do Publicitário, nós viemos solicitar uma reflexão da sociedade em geral sobre o que está acontecendo com a publicidade de bebidas alcoólicas, principalmente das cervejas, ao redor do mundo. Machismo no Boteco, até quando?

Lá vem elas com esse assunto de novo? Pois é gente, já conversamos, explicamos, argumentamos, mas há uma resistência em admitir, e pior, em abandonar o machismo no boteco, até quando?

Até quando vamos ter que ver uma cerveja que nós adoramos e consumimos com o maior prazer, fazer uma propaganda dizendo que nós precisamos de heróis? Até quando a publicidade vai sustentar a ideia de que o único consumidor é o macho caçador? E de que é para ele que todas as propagandas têm que ser direcionadas?

Isso reforça a cultura machista, desrespeita e objetifica a mulher, faz com que o machismo seja naturalizado e aceito como normal.

Em 2015, uma ação inusitada do movimento cervejeiro americano #WeAllLoveBeer  respondeu a questão: “A voz das mulheres consegue ser ouvida em um bar?” de uma maneira criativa. O grupo instalou câmeras escondidas em bares e restaurantes dos EUA e o resultado é surpreendente: em uma cena que se repete dezenas de vezes, mulheres aparecem “decepcionadas” ao receberem drinques ao invés de cerveja –a bebida que todas elas haviam pedido aos garçons. Enquanto isso, os homens, igualmente decepcionados, recebem as cervejas, que não pediram.

“Isso acontece sempre que vamos a um bar: eles sempre colocam o Martini para ela e a cerveja para mim”, afirma um dos homens dos casais flagrados no filme. Em outro momento, uma das mulheres questiona o comentário de um garçom: “Qual é a aparência de quem bebe cerveja?”.

Ao expor de maneira simples, inteligente e criativa o preconceito velado no universo cervejeiro, o vídeo virou hit nas redes sociais e já teve mais de um milhão de acessos no Youtube.

“Infelizmente ainda somos vítimas de preconceito, talvez vinculado a uma cultura machista, que vincula o consumo de cerveja e as profissões relacionadas à bebida exclusivamente aos homens. Mas a cerveja é democrática em todos os sentidos: aromas, sabores e preços…”, afirma Káthia Zanatta, beer sommelière, sócia-diretora do Instituto da Cerveja, professora e co-fundadora do curso de Sommelier de Cervejas da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo.

O consumo de bebidas alcoólicas entre as mulheres não para de crescer, os bares estão cada vez mais repletos de mulheres, e vocês, caros publicitários, acham mesmo que nós estamos a procura de um herói? Machismo no Boteco, até quando?

Coluna da Pri – 6 Mentiras que os Homens Contam sobre Mulheres e Cerveja

[Nota da tradutora: Muito se tem discutido sobre mulher e cerveja e, garanto que ainda há bastante o que se conversar sobre essa insistência que muitas pessoas têm em classificar bebidas de acordo com gênero. A ideia de traduzir o texto foi engrossar o coro de mulheres que estão de saco cheio dessas atitudes machistas e dar oportunidade a mais pessoas de conhecer o desabafo de Ashley Routson, uma moça de cabelos a la arco-íris, escritora, gerente de marketing da Green Flash Brewery e idealizadora da comemoração do IPA Day]

Por Ashley Routson (tradução livre Priscilla Colares)

Homens, eu tenho uma reclamação a fazer. Eu estou de saco cheio de artigos escritos por vocês (homens), direcionados para outros (homens), discutindo como fazer com que mulheres bebam cerveja. Estes artigos são condescendentes e ofensivos? Claro que sim! Mas também, eles estão quase sempre errados.

A verdade é que os homens não são os únicos culpados de escrever artigos equivocados sobre como fazer com que as mulheres bebam cerveja – alguns desses artigos têm sido escritos por mulheres que têm pouco ou nenhum conhecimento sobre cerveja. E francamente, não sei qual é o pior: homens fingirem que realmente entendem as mulheres, ou mulheres que não sabem a diferença entre uma Bock e um Black & Tan escrevendo colunas de conselhos cervejeiros. Ambos cenários são horríveis. E ambos me fazem continuar a dar tiradas super-feministas cheias dos meus palavrões mais favoritos nas mídias sociais. Não é exatamente uma forma de construir minha reputação…

Existem inúmeros equívocos sobre cerveja que precisam ser abordados e corrigidos. E como membro do clube da va-jay-jay além de alguém que vende e escreve sobre cerveja para viver, meu ego acredita que eu sou a pessoa perfeita para abordar as falácias e argumentos mais comuns sobre “como fazer sua mulher beber cerveja”. Aqui vamos nós:

Mentira #1: Cerveja é bebida de macho

A verdade: amigos… foram as mulheres inventaram a cerveja, então se liga!

As mulheres não só inventaram a bebida mais fina do planeta, por um muito tempo elas também eram as únicas autorizadas a produzi-la. Os Sumérios, também conhecidos como as pessoas que perceberam que a cerveja era algo importante, e excelente, usavam a cerveja para o culto da deusa Ninkasi: a deusa da produção cervejeira e da cerveja. E a propósito, deusa subentende-se vagina.

Mentira #2: As mulheres têm medo de cerveja

A verdade: Não somos nós; (provavelmente) é você.

Sim, eu estou falando com você Sr. Nerd Cervejeiro que passa seus dias e noites à procura de fotos de cerveja no Instagram para criticar. Você que desesperadamente busca todas as oportunidades para desmerecer e agredir a nós – que somos como líderes de torcida apaixonadas pela cerveja artesanal – simplesmente porque você não recebeu amor suficiente quando era criança. Não é nossa culpa se nascemos com peitos e conseguimos mais curtidas em um beer selfie que você irá em centenas de fotos ao longo do ano – independentemente de quantas fotos de cervejas raras você postar.

Vamos encarar os fatos: (homens) fanáticos com cervejas não são exatamente conhecidos por ter fortes habilidades sociais e uma aparência arrojada.

Os nerds que estou me referindo são aqueles que acabam com a graça de beber cerveja. Eles tendem a ser super competitivos, fortemente críticos e pretensiosos. Esses são aqueles caras que ficam desconfortáveis perto de você num bar mas, esperam ansiosamente para que você peça uma cerveja só para te menosprezar por fazer uma escolha tão ignorante. Ou ir pela tangente sobre todas as cervejas raras e incríveis que eles já beberam e que você nunca, nunca será capaz de provar, porque você não é tão legal quanto eles.

Eu não estou – de jeito nenhum – dizendo que as mulheres são superficiais, mas gostaria de propor uma possibilidade. Talvez não seja realmente o o líquido que nos afasta de beber cerveja. Talvez seja você.

Mentira #3: Todas as mulheres estão de dieta, e é por isso que nós não bebemos cerveja.

A verdade: Algumas de nós não se detesta!

Claro, algumas garotas podem ter um medo irracional de cerveja, porque elas acham que a cerveja vai deixá-las gordas. E… hummmm, eu me pergunto de quem é a culpa por tudo isso? (Sim, estou olhando para você, homem cervejeiro barrigudo).

Pode ser chocante mas, nem todas nós nos pesamos três vezes ao dia e muito menos contamos calorias como forma de vida. Algumas de nós verdadeiramente não se importam com alguns quilinhos a mais na cintura, quadril e coxas. Algumas de nós realmente (realmente) amam pizza, asinhas de frango e hambúrgueres e a vida. E adivinhem? Nós gostamos de beber cerveja sim, cerveja de verdade, acompanhando nossa pizza, asinhas de frango e hambúrgueres.

Ah, e enquanto estamos no assunto “calorias e cerveja”, tudo o que você realmente precisa saber é que o conteúdo calórico de uma cerveja está relacionado diretamente com seu teor alcoólico. Quanto mais açúcar você adicionar mais alcoólica é a bebida e por tanto mais calórica. Moral da história? Se você está contando calorias, escolha cervejas com baixo teor alcoólico.

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Mentira #4: As mulheres adoram porcarias doces e frutadas então você deve iniciá-las com cervejas também doces e frutadas.

A verdade: Fruit Beers são péssimas “cervejas para se começar a beber”, portanto isso não faz sentido.

Eu não sei desde quando ou onde inventaram este estereótipo de que mulheres só bebem cervejas de frutas ou de trigo mas, infelizmente eu entendo o processo de pensamento por trás disso. Obviamente as mulheres são o sexo frágil, e portanto têm paladar delicado que não suporta nada demasiadamente forte ou então corre o risco de derreter. Além disso, nós amamos, com todo amor, porcarias frutadas e doces. CERTO?!?!

Não me interpretem mal, eu adoro uma cerveja do estilo Fruit Beer. Mas chamar uma cerveja dessas de porta de entrada para o universo da cerveja é como chamar um Martini de maçã um cocktail para se começar a beber cocktails. Ambos são essencialmente uma porta de entrada pra nada. Não dá pra ir de um Shandy de morango doce e frutado para uma Double IPA super amarga, assim como não dá para ir de um repugnantemente e doce Cosmopolitan para um Manhattan.

Se você quer que sua namorada comece a beber cerveja de uma forma correta, essa cerveja para iniciante, deve ser uma representação equilibrada dos quatro ingredientes principais na cerveja, malte (normalmente na forma de malte de cevada), lúpulo, água e fermento?? Se você der a uma mulher uma cerveja de frutas, ela não tem para onde ir depois disso. Se você a der uma Pale Ale ou uma Dry Stout, o céu cervejeiro será o limite.

Mentira #5: As mulheres não suportam amargor

A verdade: Você é estúpido

Espero que nenhum de vocês tenha crescido acreditando nas besteiras da história A Princesa e a Ervilha. A maioria das mulheres não aspira ser frágil e fraca. Algumas de nós somos até um pouco masoquistas. Algumas de nós gostamos de ter o nosso paladar atacado pelos sabores robustos derivados do lúpulo.

Ter uma vagina não tem nada a ver com a capacidade de tolerar, gostar, ou amar coisas mais amargas. Amargor, na maior parte das vezes, é um gosto adquirido – para homens e mulheres. Café, chá, chocolate amargo, vinho tinto, couve, brócolis, azeitonas – são todos alimentos amargos e, que a maioria das mulheres adoram. E se podemos lidar com café e couve, tenho certeza de que podemos lidar com sabores similares ao café dos maltes torrados e sabores resinados como os do lúpulo. Obrigada, muito obrigada.

Mentira #6: Você pode subornar uma garota a beber cerveja

A verdade: Nem todas nós assistimos novelas e seu relacionamento soa realmente manipulador.

Recentemente li um artigo, escrito por um cara, que abordou o assunto de como fazer com que mulheres bebessem cerveja e ele recomendou nos subornar com coisas como compras, viagens e jóias. Isso provavelmente é uma das coisas mais ofensivas que já li. Não posso falar por todas as mulheres mas, eu odeio ir às compras e eu perdi todas jóias lindas que já me deram.

O problema aqui não é que sua namorada não bebe cerveja. O verdadeiro problema é essa coisa toda de subornar. Cerveja é divertida por conta própria, e se você precisar subornar a sua cara-metade para fazer algo divertido, você deveria reavaliar sua relação.

Moral da história: você não precisa fazer a cerveja ficar idiota para que nós possamos entendê-la. Manda um papo reto… As mulheres são muito inteligentes e muito impressionantes. Então pare de nos tratar como crianças mimadas de 5 anos que precisam ser subornadas com doces para comer os legumes.

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Ashley Routson, também conhecida como “The Beer Wench” é um evangelizadora de cervejas artesanais, autora do livro “The Beer Wench Guide to Beer”, e gerente distrital da cervejaria Green Flash Brewing.

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Priscilla Colares

Sommelière e Mestre em Estilos de Cerveja

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