Cosmopolitan, o drink da Madonna

Cosmopolitan, o drink da Madonna
Ok, pulando o problema de limitação de quem pensa que ~drinks são coisa de garotas, e cervejas são coisa pra macho~ (sério, não vou gastar meus caracteres e minha pouca paciência em discussão de gênero, bebida, machismo e paladar a essa altura da vida), gostaria de discorrer hoje sobre o papel fundamental feminino por trás do Cosmopolitan.
E não, não estou falando nos níveis de consumo 🙂
Primeiro a criação: há uma disputa louca sobre quem leva o título na criação da charmosa bebida. Da Massachusetts dos anos 70 a relatos de 68, até os anos 90, muita gente reclama o título. Chegou a ser encontrada uma receita muito parecida datada até dos anos 30. Mas segundo o Museu Americano do Coquetel (quem sou eu pra discutir), quem criou a bebida foi a bartender Cheryl Cook, que vivia recebendo mulheres pedindo seus drinks em taças de martini, só que sem o martini (não julgo). Foi aí que surgiu a ideia a criar um drink mais debouas.

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A receita foi se espalhando pelos bares de NY até que um dia após Madonna ser fotografada e assumir publicamente com todas as letras que era fã da bebida, o drink entrou: na moda, em todas cartas de drinks, em temporadas de seriados e nas graças de todo mundo.
E a relação dos dois perdurou todos estes anos de carreira. Recentemente, em um show na Austrália, a cantora, estava em um momento ~seu~, homenageando emocionada o filho que acabara de sair de casa para morar com o pai, e pediu que lhe trouxessem um cosmo ao palco. (Bitch, I’m Madonna)
Relevando a armadilha da taça que quando cheia é um convite ao desastre, o drink creditado à uma mulher, endossado por uma das maiores cantoras de sei lá quantas gerações, e feito um sucesso absurdo em uma série de quatro mulheres, ainda quebra um estereotipo feminino fazendo questão de ser cítrico.
Sendo assim, para celebrar a bebida, agradecer a Madonna, e nos dar uma desculpa para tomarmos uns dois ou três drinks, preparei essa playlist especialmente para este post, de 1h de duração somente com sucessos da cantora, para dançar sem derrubar uma gota do drink. Valendo (clique aqui)!
Ilustração da imagem destacada: Raquel Thomé (raquelthome.com)

Quem é rainha nunca perde a majestade

Quem é rainha nunca perde a majestade.

De quem estamos falando?

Chardonnay… Uma uva branca que tem suas origens na França, principalmente na Borgonha. Mas devemos lembrar que essa rainha tem sua grande importância na região de Champagne, onde entra no corte dos vinhos dessa região.

Ela se adaptou em quase todo o mundo, tanto no velho como no novo, mas em cada região, com aromas e sabores diferenciados. Pois cada local tem seu Terroir específico.

Para contar um pouco de sua história, essa majestade vínica tem as suas glórias, onde conta a história, nada mais nada menos que Carlos Magno I, no 800 D.C, consumia vinhos produzidos com essa casta. E temos até os dias de hoje, uma região importante que é Corton-Charlemagne, cujo o mesmo ordenou para ser plantadas vinhas, e ainda deu nome a região.

Mais um pouco de história, temos os monges cistercienses por volta de 1.200, que foram os primeiros a plantar essa uva na região de Chablis também na Borgonha.

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Já ficou claro, que como toda rainha… Tem várias histórias a serem contadas, em muitas regiões plantadas, e harmonizações fantásticas. Por conta disso faremos 3 posts sobre ela.

Sim, esse primeiro que tem a França, principalmente a Borgonha como grande foco.

As características dos vinhos brancos da Borgonha, produzidos com esse uva, são vinhos com um boa acidez, dependendo da região que é cultivada, gera vinhos de grande guarda, vinhos com uma classificação de Grand Cru.

Na região de Chablis ela tem 99% dos vinhedos, e gera vinhos com grande complexidade, aromas mais minerais, boa acidez, e também em alguns produtores grande potencial de guarda.

Para essa grande e surpreendente uva, vamos viajar pelos principais países que produzem vinhos, algumas vezes memoráveis como ela.

Próximo post, vamos falar mais sobre regiões e dar algumas dicas para aproveitar ainda mais essa Rainha das Uvas Brancas.

Ilustração da imagem destacada: Raquel Thomé (raquelthome.com)

Whiskey na jarra para o mês de São Patrício

Whiskey na jarra para o mês de São Patrício. Ok, vamos ignorar que dia isso irá ao ar. Vamos deixar pro final também quem sou eu, temos outras prioridades aqui. E elas não têm nada a ver com chopp verde, ou usar aqueles apetrechos em pubs no dia do santo.

Não vou desfiar a história de St Patricks, primeiro porque vocês devem saber melhor que eu, segundo porque não é bem o que importa aqui (atente para o nome da coluna).

Muito provavelmente você gosta da música Whiskey in the Jar por causa daquela versão do Metallica. A banda ganhou um Grammy com o som em 2000 e essa foi a música mais pedida ou de destaque, algo assim, daquela turnê em que os fãs escolhiam o setlist no Brasil. Insisto que muita gente tem um apego imenso à essa música por causa do clipe, um respiro para qualquer adolescente minimamente rebelde, em tempos da já tão pop e colorida MTV.

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Mas esquece isso tudo.

Whiskey in the Jar não é da autoria do Metallica. Na verdade nem é música de ~rock~ nem tinha que tá aqui. Essa é uma tradicional e conhecida música do folclore Irlandês (tem até dancinha tradicional) que foi gravada, e ~performada~ pela primeira vez, pela banda de folk The Dubliners.

Mas quem foi que pegou a música e tacou o (pode falar palavrão aqui, editora?), foi o Thin Lizzy, primeira banda de rock Irlandesa (não foi dessa vez, U2 <3), em que, durante uma brincadeira de estúdio, resolveu gravar a cantiga clássica, e acabou tornando seu primeiro hit internacional.

Daí pra frente foi o demônio: de banda de celtic rock britânico do começo dos anos 80, ao Belle & Sebastian (!), ficou liberado todo mundo gravar uma versão desse som.

Mas meu ponto é: no mês de San Patrick’s, não vou me meter no drink, mas o som mais Irish de se ouvir é aquela música do Metallica, que não é do Metallica, e pelamordedeus, na versão do Thin Lizzy. Que, liderada por Phil Lynott filho de um afro-brasileiro, e uma irlandesa de família tradicional católica, foi nos anos 70 a primeira banda rocker da Irlanda alcançar sucesso mundial com os clássicos Whiskey in The Jar, The Rocker, Jailbreaker e The Boys Are Back in Town.

A vida vista deste lado

A vida vista deste lado. Sim, estou querendo me referir aos destilados, que vêm de uma grande família, que cada uma delas tem uma história, um aroma, um sabor e muitas vezes um país de origem. E para entender melhor esse mundo, vamos começar contando um pouco como tudo começou.

A arte da destilação atravessa vários séculos, milênios, assim posso dizer. E começou através dos babilônios. Na Grécia antiga, 4 A.C., já se utilizava essa arte para fazer água potável, transformando a água do mar em água doce.

Foi através dos alquimistas árabes que nasceram os nomes alambique (“al ambic”) e álcool (“al cóhol”). Estamos falando em particular de Jabir Ibn Hayyan , que utilizava esse método para produzir perfumes e medicamentos, já que naquela época, o álcool já estava sendo proibido para consumo.

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Mas foi através dos monges, no século 9, que tudo foi se modificando. Começaram a usar frutas, ervas e raízes no processo de destilação. E aos poucos, essas experiências foram se espalhando por todo Sul da Europa.

No século 13, o alquimista Arnold de Vila Nova, ensinou em várias universidades de Montpelier e Avignon na França a arte de destilar, ficando conhecido como pai da destilação. Ele destilava o vinho que mais tarde era chamado de aqua vitae, água da vida, que mais tarde veio a ter diversos nomes, pois não era mais utilizado vinho como matéria prima, e sim outras frutas e cereais.

Acreditava-se, que a água da vida era responsável por curar algumas doenças, aumentar a memória e fazer com que as pessoas vivessem mais e com mais qualidade de vida. E com o passar dos séculos, essa técnica foi aprimorada e podemos hoje em dia ter essa gama de produtos.

Enfim, esse é só o começo de uma história rica em acontecimentos. O princípio, para entrarmos deste lado das bebidas.

A Cerveja na Quaresma

A cerveja na quaresma. O que tem a ver uma coisa com a outra?

Nos dias atuais, não nos remete a nada. Mas há aproximadamente 400 anos sim, a cerveja fazia parte não só da quaresma, mas da alimentação dos monges.

No último post, viajamos pela história dessa bebida milenar e paramos na Idade Média. E a partir daí vamos continuar. Começando a falar sobre a água, que muitas vezes não era potável na Europa. Sendo assim, o consumo de vinhos e cervejas era considerado alimento para os monges e para a população.

Na época da quaresma era feito um jejum, onde os monges somente poderiam consumir alimentos líquidos. E foi graças a esse jejum, que um estilo de cerveja se consolidou, sendo considerado “o pão líquido“, que é consumido até hoje.

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A Paulaner, uma das principais cervejarias mundiais, nasceu na Ordem de São Francisco de Paula, por volta do século XVI na Alemanha. Dando origem às primeiras Doppelbocks. Cervejas cuja receita é mantida até os dias atuais.

Uma das principais cervejas nesse estilo, Paulaner Salvator, é a nossa dica da semana. Uma cerveja de coloração caramelo, de media intensidade, com aromas de frutas secas, como avelã e nozes. Possui corpo mais intenso, com teor alcoólico maior e é dona de tamanha elegância e grande complexidade.

Harmoniza-se com carnes de sabor mais forte. E também, não deixe de provar com sobremesas a base de chocolate. Valendo lembrar que estamos muito próximos da páscoa.

E como o lema é degustando a gente se entende. Não deixe de mandar seus comentários e como ficou sua harmonização.

Prost!